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Guerra no Irão Mundo

Irão acusa EUA e Israel na ONU de crimes de guerra

FOTO OLGA FEDOROVA/EPA
FOTO OLGA FEDOROVA/EPA

O Irão acusou hoje perante o Conselho de Segurança da ONU os EUA e Israel de cometerem um crime de guerra e contra a humanidade devido à morte de civis inocentes nos ataques de hoje.

"Este não é apenas um ato de agressão, é um crime de guerra e um crime contra a humanidade", afirmou o embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeed Iravani.

O representante declarou que, durante a operação, as forças norte-americanas e israelitas atacaram zonas de grandes cidades do país "onde vivem milhões de pessoas", deixando centenas de civis mortos e muitos outros feridos.

Indicou ainda que atacaram escolasna cidade de Minap, na província de Muslim, matando mais de 100 crianças.

"Nenhuma justificação, nenhuma acusação, nenhuma narrativa de desinformação pode legitimar ou desculpar este crime e agressão flagrantes", declarou o representante.

O responsável iraniano agradeceu à China, ao Paquistão e à Rússia por condenarem os ataques dos EUA e de Israel e criticou os "dois pesos e duas medidas" dos restantes países.

"É lamentável que alguns membros deste órgão, com um flagrante duplo critério, ignorem o ato de agressão cometido pelos EUA e por Israel contra o Irão e condenem o Irão por exercer o seu direito inerente à autodefesa, tal como previsto na Carta da ONU", afirmou.

Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, já foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.