Marcelo pede que portugueses se "unam ainda mais" em torno de António José Seguro
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu hoje aos portugueses que se unam "ainda mais" em torno do seu sucessor, lembrando que António José Seguro foi eleito com a maior votação popular desde que há voto livre.
"Neste dia em que o Mundo está mais perigoso, mais instável, mais seduzido pelo imediato do que pelo duradouro, pelos interesses do que pelos valores, Portugal resiste, como sempre resistiu e resistirá. E dentro de dias, terá um Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas com o maior apoio popular de sempre desde que há voto livre no nosso país", disse o ainda chefe de Estado.
Durante o seu discurso na cerimónia de despedida das Forças Armadas, em Braga, Marcelo Rebelo de Sousa deixou um apelo à união à volta de António José Seguro.
"Unamo-nos como nos unimos nos últimos dez anos. Unamo-nos ainda mais, nós todos, em torno dele. Forças Armadas, nós portugueses, nós a caminho de novecentos anos que outros nunca conheceram ou ainda não conheceram", declarou o Presidente da República cessante.
A cerimónia militar, no âmbito da cessação do mandato do Presidente da República, contou com a presença do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e dos chefes dos três ramos das Forças Armadas, entre outras altas entidades civis e militares.
Na cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa condecorou com a Ordem Militar de Cristo o CEMGFA, general José Nunes da Fonseca, militar do Exército, cujo mandato termina a 01 de março.
Na Praça da República, onde decorreu a cerimónia militar e o desfile das forças em parada, contou com a presença de milhares de populares a assistir.
A cerimónia de posse perante o parlamento do novo Presidente da República, António José Seguro, está marcada para as 10:00 de 09 de março, e a sua chegada à Assembleia da República acontecerá 30 minutos antes.
António José Seguro foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.