Rússia proíbe extradição de estrangeiros que sirvam nas Forças Armadas
A Duma, câmara baixa do parlamento russo, aprovou ontem uma lei que impede a extradição de estrangeiros que se alistem sob contrato nas Forças Armadas da Rússia ou noutras formações militares do país.
O diploma altera o artigo 464.º do Código Penal russo, introduzindo uma nova cláusula que proíbe a extradição para efeitos de processo criminal ou cumprimento de pena caso o indivíduo esteja a servir ou tenha servido anteriormente sob contrato nas forças militares russas.
Segundo as autoridades russas, mais de 422 mil pessoas assinaram contratos com as Forças Armadas apenas em 2025 para combater na linha da frente do conflito em curso na Ucrânia.
Embora a maioria dos recrutas seja de nacionalidade russa, não foi divulgado o número exato de estrangeiros integrados nas fileiras militares, provenientes de vários países.
Órgãos de comunicação social independentes russos têm noticiado que controvérsias relacionadas com o recrutamento de estrangeiros levaram à suspensão da contratação de cidadãos de alguns países africanos, árabes e latino-americanos.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando aquela que é considerada como a pior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).