PCP volta a defender o subsídio de insularidade para todos
O PCP voltou a defender esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, que todos os trabalhadores da Região Autónoma da Madeira tenham acesso ao subsídio de insularidade. Na prática, o partido quer a extensão do apoio aos trabalhadores do sector privado nas mesmas condições que os trabalhadores da Administração Pública beneficiam.
Durante uma acção de contacto directo com trabalhadores, na cidade do Funchal, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, questionou a razão de não ser reconhecido o direito aos trabalhadores do sector privado, tendo em conta que o subsídio de insularidade é atribuído aos trabalhadores da Administração Pública Regional e Local "para fazer face aos custos acrescidos da insularidade".
Existem trabalhadores na Região com custos de insularidade diferentes apenas porque trabalham para entidades distintas? Fazem compras em supermercados diferentes? Pagam rendas ou prestações da casa mais baratas? Vivem numa Madeira diferente? Ricardo Lume
O PCP considera "inaceitável" que o Governo Regional, "por submissão aos interesses dos grandes grupos económicos privados, continue a negar um tratamento igual a todos os trabalhadores". O partido defende que "não existem madeirenses de primeira nem madeirenses de segunda. Se é justo atribuir o subsídio de insularidade aos trabalhadores da Administração Pública, é igualmente justo garantir esse direito aos trabalhadores do sector privado".
Ricardo Lume alertou ainda para o "oportunismo" de alguns partidos que, no passado, nunca apoiaram propostas para garantir o subsídio de insularidade a todos os trabalhadores e que agora surgem como defensores da medida apenas no discurso. "Uns procuram empurrar a solução para a contratação coletiva aquilo que deve ser consagrado por Decreto Legislativo Regional na Assembleia Legislativa da Madeira; outros defendem que o subsídio seja pago pelo Orçamento Regional, através dos impostos dos madeirenses e porto-santenses, desresponsabilizando as entidades patronais que beneficiam diretamente do trabalho dos seus trabalhadores", atira.
O PCP reafirma que é necessária uma forte mobilização para garantir justiça a todos os que trabalham na Região, independentemente do sector em que exercem funções. Como tal, convida a população a participar, no próximo dia 28 de Fevereiro, na jornada de luta convocada pelo movimento sindical, com concentração às 10 horas, na Rua do Bom Jesus, junto à Casa Sindical, seguida de manifestação até à Rua Dr. Fernão Ornelas, no Funchal.
"Só com a luta dos trabalhadores será possível combater a política de exploração e empobrecimento, travar o pacote laboral e garantir o subsídio de insularidade para todos", atenta o PCP.