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A Palavra que Vale

Passaram 100 dias. Mais de 100 deliberações aprovadas. Não para impressionar estatísticas, nem para alimentar manchetes fáceis. Mas para assumir responsabilidade. Porque só quem governa sabe que decidir tem custos políticos, administrativos e pessoais. E sabe também que adiar decisões custa muito mais às pessoas.

Nestes primeiros 100 dias fizemos aquilo que prometemos: trabalhamos. Não houve tempo para encenações. Houve tempo para opções. E na política as opções revelam sempre prioridades.

Foram 100 dias de muitas reuniões, negociações, articulação com juntas de freguesia, serviços municipais e Governo Regional. Foram 100 dias a rever projetos, a preparar candidaturas, a ajustar prioridades à realidade orçamental.

Estes primeiros 100 dias mostram que o que fica não é o número redondo. O que fica é a capacidade de transformar tempo político em decisões úteis. E é isso que temos procurado fazer.

Nos próximos meses serão inauguradas várias empreitadas. Aproveito para reconhecer o trabalho deixado pelo Ricardo Nascimento, que permitiu dar continuidade a investimentos estruturantes. O trabalho desenvolvido tem o contributo dos presidentes de Junta de Freguesia, dos nossos deputados e dos colaboradores da autarquia.

Para quem insiste na narrativa de que eventualmente estamos ausentes ou fechados em gabinete, a realidade fala por si. As decisões tomadas, as candidaturas submetidas, as obras em curso e os apoios reforçados desmontam essa fição. Não é com pó mágico que os projetos surgem. É com trabalho técnico, negociação política e persistência diária. E tudo isto não é mérito individual, é fruto de uma equipa dedicada ao compromisso assumido com a Ribeira Brava, que todos os dias transforma responsabilidade em ação.

Mas também sabemos ser honestos. Há matérias que ultrapassam a escala municipal. E é aqui que a força do Partido e do Governo Regional faz a diferença. A Ribeira Brava precisa de investimentos estruturantes que dependem dessa articulação.

Precisamos de um auditório que dê resposta à dinâmica cultural, às associações e às escolas. Precisamos de continuar a requalificação da marginal para consolidar desenvolvimento, economia local e qualidade de vida. O Campanário aguarda por um nó rodoviário que resolva constrangimentos e abra novas oportunidades. Estes não são caprichos de mandato. São decisões sobre o futuro do Concelho.

Vivemos uma fase em que a política é muitas vezes reduzida a slogans fáceis e soluções simplistas. A extrema-direita cresce onde falha a confiança. Combate-se essa tendência não com gritos mais altos, mas com coerência e proximidade às pessoas.

A Ribeira Brava tem sido exemplo dessa coerência. Soube, mesmo nas diferenças internas, encontrar consensos. Soube mostrar que a unidade faz-se com maturidade e sentido estratégico. E essa é também uma lição política.

O PSD nunca foi um partido de atalhos. Foi sempre um partido de trabalho, compromisso e responsabilidade. Um partido onde a palavra dada conta. Onde a palavra dada vale. A nossa palavra é o nosso ouro político. É esse património que nos distingue num tempo de ruído, populismo e radicalização.

Reafirmo, por isso, o meu apoio à recandidatura de Miguel Albuquerque, com espírito construtivo e frontal. Porque acredito que só juntos, com verdade e sem ilusões, continuaremos a merecer a confiança das pessoas. A Ribeira Brava está onde sempre esteve, do lado do trabalho sério. Do lado da palavra cumprida. Do lado de um PSD que não vira a cara às dificuldades e que assume as suas responsabilidades.

Contem connosco.

Contem com a Ribeira Brava.

Porque quando a palavra vale, o futuro surge.