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Uma em cada 4 vítimas de tráfico de pessoas é uma criança

Foto Shutterstock
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Uma em cada quatro vítimas de tráfico humano é uma criança, disse hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pedindo aos governos de todo o mundo que deem prioridade ao combate a este crime.

O apelo, feito na 6ª. Conferência Global sobre a Eliminação do Trabalho Infantil, que decorre até sexta-feira em Marraquexe, adiantou ser preciso obter dados e mais sólidos, já que os valores conhecidos estão, segundo a OIM, muito abaixo da realidade.

Ainda assim, a organização adiantou que os dados oficiais mais recentes apontam para a existência de mais de 125.000 vítimas de tráfico humano em todo o mundo.

Mesmo com a subnotificação generalizada e as lacunas na deteção, a organização refere que, entre as pessoas identificadas, constam cerca de 30.000 crianças, todas sujeitas a exploração e trabalho infantil.

Os Estados devem, por isso, colocar a migração e o tráfico de pessoas no centro dos seus esforços, reforçando não só a os dados, mas a investigação e cooperação transfronteiriça para proteger as crianças em movimento, defendeu a OIM.

"Milhões de crianças em movimento enfrentam riscos acrescidos de exploração e tráfico, mas permanecem, muitas vezes, invisíveis nas políticas globais e nos sistemas de proteção", afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, numa mensagem em vídeo divulgada na conferência.

"Precisamos de agir agora -- além-fronteiras e em todos os setores -- para colmatar estas alarmantes lacunas de proteção e garantir que todas as crianças, em todo o lado, estão seguras", acrescentou.

A conferência, organizada pelo Governo de Marrocos e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), teve início na quarta-feira e, até sexta-feira, reúne governos, agências da ONU, empresas e sociedade civil para "acelerar ações no sentido da eliminação do trabalho infantil".

Para a OIM, é essencial criar parcerias para colmatar as lacunas das respostas à migração, ao trabalho infantil e ao tráfico de pessoas, e para apoiar os países no desenvolvimento de abordagens integradas, destacando o sucesso da colaboração com os governos do Leste e do Corno de África e do Norte de África.