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Guterres chega ao Egipto com mensagem para travar expansão da guerra

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Foto EPA

O secretário-geral das Nações Unidas chegou hoje ao Egito para uma visita oficial, durante a qual pretende deixar uma mensagem para travar a expansão da guerra no Médio Oriente abrindo espaço à diplomacia para alcançar a paz.

"Acabo de chegar ao Egito. Num contexto de conflitos cada vez mais intensos, trago comigo uma mensagem: precisamos de travar o alastramento da guerra, proteger os civis e criar espaço político para a diplomacia e a paz", escreveu António Guterres numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social X.

Até ao momento, não são conhecidos os detalhes da agenda de Guterres, embora o site oficial das Nações Unidas indique que o secretário-geral regressará a Nova Iorque no dia 27. Prevê-se, no entanto, que se reúna com as principais autoridades do país do Norte de África, que desempenha um papel de mediador na guerra na Faixa de Gaza.

"Temos de enfrentar as desigualdades que dividem as sociedades e pôr fim aos conflitos que multiplicam o sofrimento humano e acentuam ainda mais as divisões num mundo já desigual", acrescentou o responsável máximo da ONU nas redes sociais.

Guterres, cujo mandato à frente da ONU termina no próximo dia 31 de dezembro, chega ao Egito num momento marcado pelo agravamento das tensões decorrentes da guerra desencadeada, no final de fevereiro, pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que provocou uma crise internacional com o bloqueio do estreito de Ormuz.

Além disso, no início de setembro, a guerra no Iémen foi reativada, com os rebeldes Huthis a lançarem uma ofensiva para conquistar a costa sudoeste do mar Vermelho e, simultaneamente, a atacarem diariamente infraestruturas energéticas e alvos civis da Arábia Saudita, que intervém no conflito desde 2015, à frente de uma coligação militar.

Neste contexto, o parlamento egípcio vai votar, na segunda-feira, uma proposta para prestar apoio militar à Arábia Saudita, numa altura em que a monarquia petrolífera procura diversificar as suas alianças e enfrenta dificuldades em intercetar as centenas de projéteis lançados pelos huthis.

Entretanto, o Egito mantém os seus esforços de mediação na Faixa de Gaza, em conjunto com o Qatar, a Turquia e os Estados Unidos, enquanto Israel continua a bombardear o sul do Líbano e a avançar para território sírio. Entretanto, a guerra no Sudão também ameaça agravar a crise humanitária na região.