Paula Margarido destaca melhorias no combate à pobreza
Secretária regional da Inclusão defende respostas sociais adaptadas às necessidades das famílias e reforça a importância da cooperação entre instituições
A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, defendeu, esta terça-feira, a evolução positiva dos indicadores sociais da Madeira, apontando para uma redução do risco de pobreza e exclusão social, bem como melhorias nos níveis de privação material e desigualdade de rendimentos.
Na abertura do VI Fórum Regional de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, realizado no Arquivo e Biblioteca da Madeira, a governante considerou que estes resultados reflectem os efeitos das políticas de emprego, valorização dos rendimentos e protecção social desenvolvidas na Região.
Um em cada cinco madeirenses em risco de pobreza
Madeira continua a aproximar-se da média nacional, mas só tem os Açores com pior registo
Precisamos dos números para conhecer a realidade e avaliar as políticas públicas. Mas, antes dos números, existem pessoas, com histórias, dificuldades, capacidades e projectos de vida que merecem ser respeitados.
Paula Margarido defendeu, por isso, que as respostas sociais devem atender às diferentes situações de vulnerabilidade, desde famílias monoparentais e idosos isolados até pessoas com dificuldades de integração profissional ou confrontadas com elevados encargos habitacionais.
Cooperação entre instituições é essencial
A governante destacou a importância do trabalho conjunto entre serviços públicos, autarquias e instituições de solidariedade social, considerando que os problemas das famílias exigem respostas articuladas nas áreas da habitação, saúde, educação e emprego.
As dificuldades das pessoas não surgem divididas pelas competências dos serviços.
Entre as medidas regionais de apoio, referiu o PROAGES, o Complemento Regional para Idosos e os programas de valorização habitacional, salientando também a necessidade de reforçar as respostas sociais destinadas à população envelhecida.
O fórum, promovido pelo Núcleo da Madeira da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN Portugal), contou com 63 participantes inscritos e três mesas-redondas dedicadas à pobreza no feminino, ao envelhecimento e à intervenção social no terreno.
É de 16% a taxa de pobreza na Madeira, como afirma Albuquerque?
O relatório 'Pobreza e Exclusão Social em Portugal – 2026', divulgado pela EAPN Portugal (European Anti-Poverty Network), voltou a colocar a Madeira entre as regiões do País com maior risco de pobreza ou exclusão social. Os dados apontam para 20,5% da população regional nessa situação, um valor superior à média nacional, de 18,6%.
A verdadeira medida da nossa acção não está apenas nos programas que criamos ou nos apoios que atribuímos, mas na melhoria concreta que conseguimos proporcionar à vida das pessoas.