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Explicador Madeira

O guia básico para perceber como funcionam os investimentos

Falar de investimentos pode parecer complexo, mas a verdade é que tudo começa com conceitos simples. Perceber palavras como risco, rentabilidade ou inflação é essencial para tomar decisões informadas e evitar erros comuns. Neste explicador, juntamente com um artigo do site Doutor Finanças, esclarecemos os principais termos do mundo dos investimentos.

O que significa investir?

Investir é aplicar dinheiro hoje com a expectativa de receber mais no futuro. Em vez de ficar parado numa conta, o dinheiro é colocado em activos que podem crescer em valor ou gerar rendimentos, como acções, depósitos bancários ou imóveis.

O objetivo é fazer o património aumentar ao longo do tempo e, ao mesmo tempo, proteger o dinheiro da perda de valor causada pela inflação. Investir pode ajudar a concretizar metas importantes, como comprar casa, garantir uma reforma mais confortável ou simplesmente fazer o dinheiro render.

Apesar de cada investimento ter regras e riscos próprios, investir não é exclusivo de especialistas e qualquer pessoa pode fazê-lo.

Por que razão é que o dinheiro perde valor com o tempo?

Se hoje um café custa mais do que há 10 anos, a razão é simples e justifica-se com a inflação. Este fenómeno corresponde ao aumento generalizado dos preços ao longo do tempo.

A inflação é normal numa economia saudável, sobretudo quando é moderada. O problema surge quando o dinheiro poupado não cresce ao mesmo ritmo. Por exemplo, 10.000 euros guardados durante anos sem render acabam por valer menos, porque permitem comprar menos bens e serviços.

Investir é uma das formas de tentar contrariar este efeito, procurando que o dinheiro cresça acima da subida dos preços.

O que é um activo financeiro?

Um activo financeiro é tudo aquilo onde se pode investir dinheiro com a expectativa de obter rendimento ou valorização. Exemplos comuns incluem acções, depósitos a prazo, obrigações, fundos de investimento ou certificados de aforro.

Ao investir num activo financeiro, está a colocar o seu dinheiro a trabalhar.

Cada activo tem características próprias e diferentes formas de gerar rendimento, como juros, dividendos ou subida de preço.

Quanto é que o investimento rende?

A rentabilidade indica quanto um investimento fez crescer o dinheiro e é geralmente expressa em percentagem.

Se investir 1.000 euros e, passado um ano, tiver 1.050 euros, ganhou 50 euros, o que corresponde a uma rentabilidade de 5%.

Este retorno pode vir de várias fontes como valorização do activo, juros ou dividendos. É importante olhar para o ganho total e ter em conta custos e impostos, e avaliar sempre a rentabilidade líquida.

Regra geral, investimentos com maior potencial de retorno também implicam maior risco.

Risco de investir

O risco representa a probabilidade de perder parte ou a totalidade do dinheiro investido e depende do tipo de investimento.

Depósitos a prazo têm risco muito baixo, enquanto acções podem sofrer oscilações significativas. Para tentar obter ganhos mais elevados, é quase sempre necessário aceitar algum nível de risco.

Volatilidade

A volatilidade mede a intensidade com que o valor de um investimento varia. Um activo volátil pode subir ou descer rapidamente, até de um dia para o outro.

Acções são um exemplo clássico de investimentos voláteis. Já depósitos a prazo têm valores mais estáveis.

Volatilidade não é o mesmo que risco. Um investimento pode ter oscilações frequentes e ainda assim gerar ganhos a longo prazo, desde que haja tempo para recuperar de quedas momentâneas.

Quão fácil é transformar o investimento em dinheiro?

Liquidez é a facilidade com que um investimento pode ser convertido em dinheiro sem perdas significativas.

Dinheiro numa conta à ordem tem liquidez imediata. Um imóvel, pelo contrário, pode demorar meses a ser vendido.

Alguns produtos impõem prazos mínimos ou penalizações em caso de levantamento antecipado. Conhecer estas regras evita surpresas quando surge uma necessidade urgente de dinheiro.

Garantia de capital

Num investimento com capital garantido, o montante aplicado está protegido. No final do prazo, o investidor recebe pelo menos o valor investido.

Depósitos a prazo e certificados de aforro são exemplos típicos. Já acções, fundos ou imóveis não oferecem essa garantia.

A segurança tem um custo e estes produtos raramente conseguem bater a inflação, o que pode significar perda de poder de compra ao longo do tempo.

Rendimento fixo e rendimento variável

Nos investimentos de rendimento fixo, as regras são conhecidas à partida: taxa de juro, prazo e valor a receber. É o caso dos depósitos ou obrigações.

Já no rendimento variável, os ganhos dependem do desempenho do mercado. Ações, fundos e imóveis podem gerar maiores retornos, mas também perdas.

Saber distinguir estes dois tipos ajuda a alinhar expectativas e escolher produtos adequados ao perfil de cada pessoa.

Prazo

O prazo indica quanto tempo o dinheiro ficará investido. Alguns produtos têm duração definida e outros permitem resgates a qualquer momento.

Antes de investir, convém pensar quando poderá precisar do dinheiro. Um prazo mal escolhido pode obrigar a vender em má altura ou a perder rendimentos.

Diversificação

Diversificar é distribuir o dinheiro por diferentes investimentos para reduzir o risco. Assim, perdas num activo podem ser compensadas por ganhos noutros.

A diversificação pode ser feita por tipo de activo, sector, país ou moeda, tornando a carteira mais equilibrada.

A sua carteira de investimento

A carteira de investimento, ou portefólio, é o conjunto de todos os activos que uma pessoa possui.

Deve ser construída de acordo com objectivos, prazo e tolerância ao risco. Com o tempo, é importante ajustá-la e fazer rebalanceamentos para manter o equilíbrio desejado.

Valorização

A valorização acontece quando um activo passa a valer mais do que no momento da compra. Pode resultar de bons resultados de uma empresa, crescimento económico ou expectativas positivas do mercado.

O inverso, desvalorização. também pode acontecer. Termos como ‘correção’ descrevem quedas naturais após subidas rápidas.

Dividendos

Algumas empresas distribuem parte dos seus lucros pelos accionistas sob a forma de dividendos.

Nem todas o fazem, e o valor pode variar de ano para ano. Para alguns investidores, os dividendos representam uma fonte regular de rendimento.

Taxas e comissões

Investir envolve custos cobrados por bancos e correctoras, como taxas de gestão, comissões de transacção ou de resgate.

Embora pareçam pequenos, estes encargos têm um impacto significativo no longo prazo. Quanto mais elevadas as comissões, menor será o ganho final.

Antes de investir, é fundamental conhecer todos os custos associados e compará-los com atenção.

Este Explicador contém informações do site Doutor Finanças.