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Seguro revoltado exige resultados na Saúde perante casos "todos os dias"

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FOTO JOSÉ COELHO/LUSA

O candidato presidencial António José Seguro manifestou-se hoje revoltado e indignado com os casos na saúde "todos os dias", exigindo resultados mas sem se intrometer na questão da governação, que deixa para os partidos.

"Com indignação e revolta. Quer dizer, agora é todos os dias? Em Portugal as pessoas sabem que um dia, mais cedo ou mais tarde, vai haver uma doença, mas precisam ter cuidados de saúde a tempo e horas. Agora começa a haver o medo de se adoecer, porque significa muitas dúvidas se pode haver socorro, se pode haver uma emergência", disse Seguro quando questionado sobre mais um caso de uma morte por alegada falta de assistência médica.

Para Seguro, a situação na saúde é "inaceitável" e "alguém tem que pôr cobro a isto", reiterando que, como Presidente da República será exigente e esta será a sua causa, acrescentando que, "como candidato a Presidente da República", exige resultados.

"Isso é um assunto dos partidos. Enquanto Presidente da República, tratarei diretamente desse assunto com o Primeiro-Ministro", respondeu o candidato quando questionado se a atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem condições para resolver a situação.

Perante a insistência dos jornalistas sobre as condições da ministra para se manter no cargo, "isso é um assunto que deve ser discutido diretamente" entre si e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, caso Seguro seja eleito.

"A lealdade institucional significa ter uma reunião com o primeiro-ministro. E o meu foco não tem a ver com A ou com B, com mudança de B ou de C. O meu foco é que se encontrem soluções para resolver estes problemas", apontou.

Para Seguro, os casos na Saúde são a prova de que "é o Estado a abrir brechas" e fendas.

"Esta história do passa culpas não é comigo. Eu estou concentrado em encontrar soluções para se resolver os problemas dos portugueses", reiterou.

Segundo o candidato apoiado pelo PS, "as medidas rápidas dão estes resultados".

"Nós não precisamos de medidazinhas. Nós precisamos é de soluções duradouras e precisamos de compromissos. Há uma urgência. Os portugueses têm que ter acesso à saúde até em pioras. Às consultas, ao socorro, à emergência, às intervenções cirúrgicas", asseverou.