Ventura tem de cumprir a lei, isto não é a América de Trump
O candidato a Presidente da República (PR) André Ventura (AV) representa em Portugal o movimento MAGA que apoia e norteia Trump (DT) na sua deriva antidemocrática, racista e xenófoba, que afronta os princípios fundamentais da democracia e da liberdade, nomeadamente nas democracias europeias.
DT tal como AV está sempre disposto a proclamar a necessidade de combater a corrupção e não se coíbe de apodar invariavelmente e sem a mínima evidência os seus adversários políticos de “corruptos” e no entanto tornou-se ele próprio, após assumir a presidência dos EUA, um agente primordial de favorecimento da corrupção ao suspender leis anti-corrupção permitindo nomeadamente às grandes empresas americanas utilizar práticas corruptas para vencer a concorrência e conseguir negócios, bem como através da distribuição de indultos livrando da cadeia os seus “amigos” condenados em tribunal e presos por corrupção.
O pressuposto fundamental para um combate efetivo à corrupção é a existência de um regime democrático onde vigore e se pratique a efetiva separação dos poderes legislativo executivo e judiciário, algo que não acontece nos regimes ditatoriais como a Coreia do Norte ou nos regimes autocráticos como na Rússia de Putin (VP), mas que pelos vistos são exemplos que DT e o seu discípulo político AV não descartam.
AV é o cabeça de cartaz em Portugal da extrema direita europeia submissa a DT cujo objetivo é destruir os regimes livres e democráticos na Europa, como prova o seu apoio expresso ao autocrata russo VP.
Quando os responsáveis do Chega AV e Pedro Pinto proclamam “… acabou-se a presunção de inocência …” e “se a polícia atirasse mais a matar, o país estava em ordem”, demonstram os seus intuitos pró fascistas que ameaçam o Estado de Direito e a DEMOCRACIA tal como faz DT.
AV no último congresso da extrema direita europeia realizado em Espanha jamais se demarcou do apoio incondicional a DT e às medidas antidemocráticas e a favor da corrupção que este tem vindo a implementar desde que foi eleito presidente.
AV seguindo o mau exemplo do seu mentor DT ao ser confrontado com uma decisão judicial lhe é adversa, recusa-se a cumprir a sentença do Tribunal para retirar os cartazes xenófobos contra os ciganos e imigrantes do Bangladesh que mandara afixar.
Tal como DT, AV mostra-se sempre disponível para exigir que se cumpra a Lei desde que isso não implique ir contra os seus interesses pessoais e partidários.
Ventura tem de cumprir a lei e retirar os cartazes já que isto não é a América de Trump, e ao recusá-lo mostra que não cumpre os pressupostos que se devem exigir a um candidato a PR de um país democrático como Portugal.
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