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Gouveia e Melo promete estabilidade mas avisa que vai exigir rigor e pressionar governos

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Foto EPA/JOSE SENA GOULAO

O candidato presidencial Gouveia e Melo prometeu hoje contribuir para a estabilidade política, mas também exigir rigor e exercer pressão junto dos governos para que resolvam problemas como os da saúde, recusando passar-lhes cheques em branco.

Após ter visitado o centro de simulação da Faculdade de Medicina do Porto, que pertence ao Hospital de São João, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada também rejeitou entrar no tipo de discurso de pedir a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, contrapondo que os primeiros-ministros são os responsáveis pelos governos que formam.

Henrique Gouveia e Melo fez estas declarações aos jornalistas no fim de uma ação integrada na sua campanha, em que esteve acompanhado pelo ex-presidente do PSD Rui Rio e pelo antigo ministro socialista da Saúde Manuel Pizarro.

Tal como aconteceu esta manhã, no Porto de Leixões, também à saída do Hospital de São João foi confrontando com o caso de um homem, no Seixal, que acabou por morrer à espera do socorro do INEM. E foi questionado se defende a demissão da ministra da Saúde.

"O último responsável por todas as situações são os primeiros-ministros, que escolhem os seus ministros. E é muito fácil apontar responsabilidade individual", respondeu.

A seguir, foi confrontado com declarações suas em que terá sugerido a demissão de governos em determinadas circunstâncias, mas Gouveia e Melo atribuiu essa interpretação, que disse ser errada, a alguns adversários seus presentes na corrida a Belém.

"Falei num caso hipotético, num caso gravíssimo e, portanto, não me venham pôr problemas da gestão diária como um problema de demissão do Governo. Aliás, nunca falei de demissão do Governo, mas na convocação de eleições para a Assembleia da República", alegou.

Depois, acusou alguns dos seus adversários de usarem "um mantra" para "escaparem aos seus próprios problemas e às suas dúvidas neste momento".

"Querem lançar para cima da mesa um novo tema para discussão. Se há alguém que vai privilegiar a estabilidade governativa, sou eu", afirmou. Porém, acrescentou logo a seguir que o país "tem de mudar".

"A Presidência da República deve ser um ponto de pressão constante para a boa governação - e é isso que estou aqui também a fazer enquanto candidato presidencial. Tem de haver exigência e rigor, porque senão, a certa altura, é um cheque em branco para tudo e mais alguma coisa", advertiu.

Se for eleito chefe de Estado, o almirante promete exercer "magistratura de influência, numa pressão constante ao longo do tempo, com consistência, com persistência e com verdadeira vontade de mudança".

"Os portugueses podem confiar em mim para ser um Presidente que exige rigor, transparência e responsabilização", reforçou.