Corina Machado agradece firmeza de Trump
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, agradeceu hoje aos Estados Unidos a "firmeza e determinação no cumprimento da lei", depois do Presidente, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, terem sido retirados do país.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Corina Machado, prémio Nobel da Paz deste ano, assegurou que o país sul-americano será "o principal aliado" de Washington nas áreas da segurança, da energia, da democracia e dos direitos humanos, e afirmou que "a liberdade" na Venezuela "está próxima".
A mensagem surgiu dois dias depois de Maduro e a mulher terem sido capturados pelos Estados Unidos, no âmbito de ataques militares ordenados por Trump em vários pontos de Caracas e em três estados vizinhos, com o Presidente venezuelano a estar já a prestar declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às alegadas acusações de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de droga.
A dirigente da oposição considerou que a captura Maduro constitui "um enorme passo que marca a inevitabilidade e a iminência da transição" no país latino-americano.
Machado saudou o "bravo povo da Venezuela", que saiu à rua "em 30 países e 130 cidades do mundo" para celebrar o afastamento de Maduro do poder.
"A liberdade da Venezuela está próxima e em breve vamos celebrar na nossa terra. Vamos gritar, rezar e abraçar-nos em família, porque os nossos filhos vão regressar a casa", escreveu na rede social X.
No sábado, horas depois da operação militar na Venezuela, Trump ter afirmado que os Estados Unidos vão dirigir o país "para que a transição seja possível", tendo também manifestado sérias dúvidas em relação a Corina Machado, por considerar que não dispõe de apoio suficiente entre a população venezuelana.
Entretanto, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu, de acordo com a Constituição venezuelana, as funções presidenciais e convidou os EUA "a trabalhar conjuntamente numa agenda de cooperação".