Operação militar dos EUA e captura de Nicolas Maduro

A poucas horas do início de mais um Ano Novo, o mundo acordou surpreendido com uma notícia de enorme impacto geopolítico: numa operação militar inédita, forças especiais dos Estados Unidos, notadamente a Delta Force, tropa de elite do Exército Norte Americano, realizaram um ataque e lograram capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a sua esposa Cilia Flores.

Segundo confirmações oficiais divulgadas hoje, o Presidente Donald Trump confirmou pessoalmente a operação, afirmando que foi um ataque de grande escala que resultou na detenção de Maduro e na sua retirada do país. Esta ação representa um dos mais dramáticos episódios militares da atualidade, refletindo a capacidade estratégica e militar dos Estados Unidos.

Este desfecho parecia cada vez mais provável face às tensões acumuladas: ao longo dos últimos meses os EUA tinham intensificado a pressão sobre o governo venezuelano, incluindo recompensas por informações e operações navais contra redes de narcotráfico e o cerco militar na região tinha aumentado gradualmente.

A Venezuela é um país rico em recursos naturais, nomeadamente petróleo, e possui milhões de cidadãos e migrantes de várias partes do mundo, incluindo uma das maiores comunidades madeirenses fora de Portugal.

Durante muitos anos, o país viveu sob um regime autoritário, com forte restrição de liberdades, violações de direitos humanos e influência de grupos criminosos. Este novo capítulo poderá marcar uma viragem histórica.

Do meu ponto de vista, esta operação pode ser o início de um processo de normalização democrática na Venezuela, um processo que permita restaurar a liberdade, salvaguardar os direitos humanos e devolver a dignidade ao povo venezuelano.

Muitos venezuelanos e migrantes em diferentes partes do mundo ansiavam por um desfecho que pusesse fim às décadas de repressão e sofrimento.

Nos próximos meses, os Estados Unidos anunciaram que irão, temporariamente, administrar a Venezuela, com o objetivo declarado de combater o crime, o narcotráfico, o terrorismo e garantir uma transição para eleições livres e justas.

Naturalmente, esta intervenção já provocou fortes reações internacionais. Líderes como o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente Vladimir Putin condenaram a ação como uma violação da soberania venezuelana e um precedente perigoso, criticando o ataque norte americano.

Há assim um claro dividir de opiniões no plano global, entre quem vê a ação como um passo firme contra a ditadura e a favor dos direitos humanos, e quem a considera um excesso de intervenção.

Este evento pode muito bem marcar o início de novos conflitos e novos equilíbrios geopolíticos, exigindo do Mundo, em termos civis, diplomáticos e militares uma preparação e uma reflexão profundas sobre a ordem internacional do século XXI.

Para muitos venezuelanos, esta notícia foi um presente de Natal tardio: a concretização de um desejo profundo de liberdade e justiça, e motivo de festa pelo fim do regime autoritário que por tanto tempo sufocou o seu país.

Aos venezuelanos, em especial aos que fazem parte das comunidades portuguesa e madeirense, envio os meus parabéns pela vitória alcançada, ainda que com o apoio militar de uma potência externa.

Este momento ficará na história como um dos mais significativos desfechos políticos e militares do século, com consequências que tenderão a moldar o novo capítulo das relações internacionais e da luta por democracia e direitos humanos no mundo.

Viva à Venezuela, parabéns povo Venezuelano e restantes comunidades migrantes, principalmente a nossa comunidade portuguesa que lá reside!!!

Dinarte Ribeiro