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Capitã Inês Nunes antecipa "final" a abrir Europeu de Polo Aquático com a Roménia

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Foto Federação Portuguesa de Natação

A capitã da seleção portuguesa de polo aquático, Inês Nunes, diz à Lusa que a equipa está "preparada" para um Europeu, que arranca segunda-feira no Funchal, que começa com "uma espécie de final", com a Roménia.

"Estamos focadas no mesmo objetivo, a treinar para ele e a treinar bem. O sentimento é que estamos bem, preparadas, e esperemos que a união e a força que temos vindo a desenvolver, com o apoio da equipa técnica, também, nos permita alcançar os objetivos a que nos propomos", conta à Lusa a jogadora do Benfica.

O objetivo, além de mostrar "bom nível" e exibir o polo aquático nacional, é estar entre as 12 melhoras da Europa, o que implica, em teoria, uma "espécie de final a abrir com a Roménia", primeira adversária num grupo B em que é teoricamente mais acessível do que a campeã olímpica Espanha e a 'vice' mundial Hungria.

"O nosso primeiro jogo é uma final, nós vamos encará-lo como tal, espero que consigamos ser bem-sucedidas. Se tal não acontecer, também acredito que a equipa tem força para se levantar e encarar os jogos que vêm depois da melhor forma possível", atira.

Nunes, que jogou em Espanha numa carreira que começou no Arsenal 72, passando depois pelo CN Amadora, é figura no Benfica 'dominador' dos últimos anos do panorama nacional e soma já mais de 100 internacionalizações por Portugal.

Nascida em 1987, é a capitã e mais experiente de um grupo em que só três jogadoras nasceram antes de 2000 (além de Beatriz Carmo e Jéssica Teixeira, ambas de 1999), servindo como guia para as mais novas, que estarão apenas no quarto Europeu da história do país nesta modalidade no feminino, e pela primeira vez desde 2016.

"A nossa seleção é uma seleção muito jovem, o que é bom, acredito que temos um futuro assegurado, mas temos um grupo bastante coerente. Apesar de ter esta diferencia de idade, tento passar-lhes a experiência que tenho, elas também me procuram para isso, e acho que é importante, acaba por haver aqui um equilíbrio", reflete.

Jogar um Europeu em casa permite "que família e amigos acompanhem", o que pode ajudar no apoio, sobretudo num país em que o polo aquático não é disputado de forma profissional, com muitas jogadoras obrigadas a "uma gestão um bocadinho complicada", entre o trabalho ou o estudo, a vida pessoal e a competição.

Inês Nunes, que trabalha no Complexo de Piscinas do Jamor, tenta dar resposta a tudo, mas admite o desejo de que a modalidade em Portugal possa "evoluir e começar a fazer um percurso diferente" para não só facilitar as coisas como para atingir outros patamares, agradecendo o esforço de jogadoras, equipa técnica e da Federação Portuguesa de Natação neste aspeto.