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Corina Machado diz confiar numa "transição pacífica" de poder

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A líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, disse hoje estar convencida de que haverá uma "transição pacífica" de poder no seu país.

"Estou profundamente convencida de que teremos uma transição pacífica. Estamos a passar por uma fase complexa. Neste momento, estão a fazer parte do trabalho sujo", declarou Machado numa conferência de imprensa em Washington.

As declarações surgem um dia depois de a líder da oposição se ter reunido com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, no primeiro encontro entre ambos, ocorrido menos de duas semanas após a operação norte-americana que levou à deposição e captura de Nicolás Maduro em Caracas.

Machado afirmou que Delcy Rodríguez, que foi vice-presidente durante a vigência de Maduro, é "a principal aliada e representante dos regimes russo, chinês e iraniano", mas não representa a vontade do povo venezuelano.

María Corina disse que a Presidente interina não tem qualquer acordo com Donald Trump e limita-se a seguir as "ordens" e "tem medo" do Presidente dos EUA.

Para Machado, a operação norte-americana, de 03 de janeiro, para depor e capturar o então Presidente Nicolás Maduro mostrou que "tinha de haver uma ameaça real, uma força real" para promover mudanças na Venezuela.

A administração dos EUA excluiu Machado do processo de transição por enquanto, considerando que a lídr opositora não tem apoio suficiente para assumir o poder na Venezuela, e optou por trabalhar com o governo de Rodríguez, que, segundo Trump, está sob a sua tutela.

Para a Nobel da Paz, o processo de transição resultará "numa Venezuela orgulhosa que se tornará a melhor aliada que os Estados Unidos já tiveram".

Durante o encontro privado com Trump, Corina Machado ofereceu ao Presidente norte-americano a medalha do Prémio Nobel da Paz que recebeu em outubro, explicando que o gesto foi uma forma de "gratidão" pela posição assumida por Washington em relação à Venezuela.

"Enfrentamos agora um processo muito complexo e delicado e, como venezuelanos, estamos profundamente gratos ao Presidente Trump, à sua equipa, ao seu Governo e ao povo dos Estados Unidos, porque foi preciso muita coragem para fazer o que ele fez", afirmou a opositora.

"A Venezuela será livre, e isso será conseguido com o apoio do povo dos Estados Unidos e do Presidente Donald Trump", acrescentou a ativista, que procura manter-se como uma das principais vozes do processo de transição democrática no país.