A Caminho de Belém
É já no próximo domingo aquela que se prevê ser a primeira volta das eleições presidenciais e pelo que se vai lendo e ouvindo, bem rodeadas de uma suposta indecisão nunca antes vista.
Por isso mesmo proliferam sondagens diárias e de vários quadrantes, com os candidatos constantemente a subir e descer na grelha de posicionamento como se de um leilão se tratasse.
E esta última semana tem sido um rodopio de insinuações e acusações típicas de alguns desesperados, mas a verdade é que no meio deste sobe e desce encontramos uma esquerda enfraquecida e uma direita muito, diria até, demasiado dividida.
A pergunta que todos fazemos e sobre a qual nos impõe uma séria reflexão é precisamente quem ficará com os dividendos deste panorama e em que mãos podemos cair. Ninguém se iluda, não há dúvida que esta divisão dos votos de direita só irão beneficiar André Ventura e não se corra o risco de achar que as sondagens estão todas viciadas ou erradas.
Será este o rumo que a maioria dos portugueses pretende ou andamos todos a sonhar com a Alice no país das maravilhas?
E nem se pense que uma eventual vitória de André Ventura nas presidenciais, seria o seu fim. Pois, apesar do Chega ser um partido de um homem só, pelo narcisismo e egocentrismo do seu líder; pelas sucessivas polémicas à volta de vários elementos do partido e por este já ter demonstrado manifesta incompetência de governação após um mandato autárquico desastroso em várias autarquias do Sul do país, que passados apenas quatro anos preferiram mudar de cor, a verdade é que uma vitória, apesar dos poderes limitados do Presidente da República poderia promover a curto ou médio prazo o crescimento da sua força na Assembleia da República. Realidade que poria em causa muitos princípios salvaguarda consagrados na nossa Constituição, conquistados a custo de muito sangue e sofrimento dos nossos antepassados.
É este caminho de retrocesso que queremos seguir?
O dever de agir cabe a todos e é apenas cívico, pois que se reflita e se faça o saneamento necessário ao perfil de cada um dos candidatos, impondo-se as seguintes perguntas:
Qual o candidato com maior experiência política?
Qual o candidato com melhor capacidade de negociação e mediação em caso de crise ou conflito?
Qual o candidato que maior segurança oferece no que toca ao respeito pelos princípios constitucionais e menos permeável a políticas de desigualdade, discriminação e extremista?
Não tenho qualquer dúvida que o voto útil à direita sem dispersões, entre todos os candidatos, aquele que melhor preparação pessoal e política nos oferece é sem dúvida Luís Marques Mendes.
Pelo andar dos acontecimentos e percebendo o que tem vindo a acontecer noutros países, um dia poderá não estar ao nosso alcance, mas por enquanto o futuro de Portugal ainda está nas nossas mãos.
Não desperdicemos essa oportunidade!