Ministro das Finanças avisa que só voto em Mendes evita "populista ou socialista" em Belém
O ministro das Finanças alertou hoje o eleitorado do centro-direita contra "cantos de sereia", defendendo que só o voto em Marques Mendes pode evitar que o próximo Presidente da República seja "um populista ou um socialista"
Joaquim Miranda Sarmento falava num comício de apoio à candidatura presidencial do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, no Centro Cultural de Ansião (distrito de Leiria), em que admitiu que o "eleitorado moderado" que deu vitórias a estes dois partidos que apoiam o Governo pode estar a ser atraído por "alguns cantos de sereia".
Para o ministro de Estado e das Finanças, quem não votar em Marques Mendes já na primeira volta arrisca-se "a dois cenários possíveis"
"Arrisca-se a acordar na segunda-feira e ter dois candidatos populistas. E depois, como é que vamos escolher o mal menor?", alertou, sem nomear os candidatos a que implicitamente se queria, André Ventura e Gouveia e Melo.
Ou então, acrescento, o número dois do Governo, "arrisca-se a ter um candidato que pode ser muito simpático, pode ser muito 'trendy', pode ser muito bom nas redes sociais, mas que depois na prática irá dar a vitória a um candidato socialista", afirmou, em referências indiretas a João Cotrim Figueiredo e António José Seguro.
"Se não queremos um populista, nem queremos um socialista em Belém, só há um voto possível_ é no dr. Luís Marques Mendes", defendeu.
Antes, o antigo secretário de Estado Luís Campos Ferreira desvalorizou as sondagens negativas para Marques Mendes e defendeu que é preciso "um abanão" para as últimas 72 horas de campanha, que "valem tudo".
"As contas não se fazem nas sondagens, as contas fazem-se no fim do jogo, olhando para o histórico das sondagens nas várias eleições, tentam prever mas a maior parte das vezes não conseguem. Luís Marques Mendes, vá em frente tem aqui a sua gente", afirmou.