Cotrim Figueiredo associa denúncia de assédio sexual a "manobra de política suja"
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo considerou hoje a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL uma "manobra política do mais suja que há" e pediu aos portugueses para não se deixarem enganar.
"O que posso pedir é que os portugueses não se deixem enganar por este tipo de campanhas sujas e que confiem que sou a mesma pessoa que sempre fui na vida pública e não tenho nada a esconder", pediu o também eurodeputado, um dia depois de uma ex-assessora parlamentar da IL o ter acusado de assédio sexual.
Na segunda-feira, dia em que se soube desta denúncia, o candidato, apoiado pela IL, veio negar categoricamente essas acusações que apelidou de "completamente falsas" e dizer que ia avançar com uma queixa-crime.
Mais tarde, num comunicado divulgado aos jornalistas e nas suas redes sociais, Cotrim Figueiredo insistiu que ia processar a pessoa em causa por difamação, "independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo".
Questionado sobre o porquê de revelar que a pessoa em causa trabalha agora no Governo PSD/CDS-PP, o eurodeputado explicou que lhe parece uma informação factual relevante.
Em sua opinião, é relevante porque pode indiciar que num órgão de soberania da Nação está alguém que publica mentiras.
Já hoje, numa carta aberta, 30 mulheres que trabalharam com Cotrim Figueiredo garantiram que "nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados" do candidato presidencial.
"Nenhuma de nós vivenciou ou presenciou comportamentos inadequados nas interações que tivemos, incluindo em contextos de trabalho com várias mulheres na equipa nos quais o ambiente se manteve profissional e respeitador", afiançaram.