“Não aceitamos que haja açorianos e madeirenses de segunda"
O presidente do PS-Açores deixou, hoje, fortes críticas às alterações ao Subsídio Social de Mobilidade, condenando a discriminação de que os portugueses residentes nas ilhas estão a ser alvo por parte do Governo da República PSD/CDS.
No Congresso do PS-Madeira, que decorre no Centro de Congressos da Madeira, Francisco César afirmou que as Autonomias acrescentam a Portugal, são um direito de todos os açorianos e madeirenses de exigência à República, mas também de exigência de responsabilidade na governação.
“O direito da Autonomia é também que o Estado cumpra com o que é mais básico, nomeadamente providenciar a mobilidade dos cidadãos residentes nas Regiões Autónomas”, a qual, avisou, “não é uma relação de transacção”, como afirmou o primeiro-ministro.
"Foi preciso chegar Luís Montenegro, com o silêncio cúmplice dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, para sermos obrigados a prestar contas para poder viajar", apontou na sua intervenção. “Não aceitamos açorianos e madeirenses de segunda, consoante a relação financeira que têm com o Estado”, sentenciou, acrescentando que o PS requereu a apreciação parlamentar do decreto-lei que altera o subsídio de mobilidade e vai “resolver este assunto e eliminar esta discriminação inaceitável”.
A outro nível, o presidente do PS-Açores referiu-se ao crescimento económico das Regiões, considerando que o mesmo acontece “não por causa dos Governos Regionais, mas apesar dos Governos Regionais”.
Entre os problemas comuns está a mobilidade, a habitação e a saúde. Além disso, disse que deve existir o empenho conjunto do PS-Madeira e PS-Açores para apresentar “a alternativa democrática e política que estes 50 anos de Autonomia nos exigem”.