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Madeira

Investimento nas renováveis com retorno garantido entre ano e meio a dois anos

Na pior das hipóteses – sem apoios – o investimento fica pago até cinco anos

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Criada em 2007, a FactorENERGIA tem-se destacado como empresa empreendedora na implementação de soluções de eficiência energética.

Detentora de 54 postos de carregamento de viaturas eléctricas – cerca de 50% da capacidade instalada – na Região, a FactorENERGIA tem actualmente cerca de 1500 utilizadores registados e só em carregamentos de viaturas eléctricas factura, em média, cerca de 30 mil euros por mês, através dos cartões físicos da empresa.

Novidade a ser lançada até final do mês é uma APP para facilitar a gestão dos utilizadores de carregadores de viaturas eléctricas.

“Com a aplicação esperamos que haja um aumento de utilizadores porque aí já deixa de haver necessidade de utilizar o cartão físico”, destacou Roberto Varela, CEO da FactorENERGIA. Através de download o utilizador pode carregar a viatura, além de outras informações úteis como estimativas de custo, postos de carregamento próximos, e consumos.

A empresa criada com o objectivo de “actuar a nível de eficiência energética começou com a redução dos grandes consumos de energia nos motores de indução. Antecipámos, de alguma certa forma, a micro geração de energia, que é quando se permitia vender energia à rede”, explicou.

Entretanto entrou no mercado das renováveis. “Estando na parte de eficiência energética, fez sentido entrar nas renováveis para manter sempre o core business ligado a este sector”. Entretanto avançou para a mobilidade eléctrica onde também diz fazer todo o sentido a marca estar presente. Tanto que em 2017, tornou-se operador de carregamento de viaturas eléctricas, sendo a uma única empresa na região, “além da EEM, a poder instalar postos de carregamento na via pública”, refere.

Nas soluções energéticas, realça o potencial das renováveis para qualquer consumidor. Tanto que o investimento exigido para a instalação é rapidamente absorvido pelo retorno que proporciona na ‘factura energética’.

“Qualquer financiamento bancário cobrado para pagar uma instalação, aquilo que a instalação irá gerar mensalmente em valor que se deixa de pagar a EEM, é suficiente para pagar ao banco e ainda fica dinheiro. Portanto, só por aí dá para ver o potencial. Em termos do retorno existem os apoios que faz com que as instalações se paguem em cerca de um ano e meio a dois anos”, garante.

Mas mesmo que o investimento seja feito sem contar com apoios, Roberto Varela estima que o investimento nestes casos “já se paga entre 4 anos e 5 anos”. Praticamente metade do tempo comparativamente ao tempo em que a microgeração começou a ser uma realidade na Região, já que então “o retorno de investimento era à volta dos 8 a 9 anos”, compara.

Declarações aos jornalistas por ocasião da visita de Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional em gestão, à empresa FactorENERGIA – Tecnologias de Energia e Ambiente, Lda., em São Martinho.

Visita aproveitada por Roberto Varela para sensibilizar o presidente do Governo Regional que o caminho a seguir deve ser nas instalações micro e não em instalações macro. Apontou o exemplo das instalações fotovoltaicas no Paul da Serra e o grande impacto visual que as mesmas apresentam.

“Em vez de termos uma grande instalação numa zona, para além do impacto visual, existe o impacto que ela tem na rede, ou seja, se passa uma nuvem, basicamente está a desligar aquela instalação para depois voltar a ligar quando reaparece o sol, embora já haja equipamentos para minimizar o impacto. Mas em termos de uma eficiência energética e de sustentabilidade, acho que é muito mais interessante a produção local, e aproveitar as coberturas existentes disponíveis para instalações que possam gerar energia para os próprios e ainda fornecer à rede. Acho que seria o melhor caminho”, concretizou.