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País

O que importa é o contributo da Europa no seu conjunto para a defesa

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Foto MIGUEL A. LOPES / LUSA

O Presidente da República sustentou hoje, a propósito da visita a Portugal do secretário-geral da NATO, que o importante é o contributo da Europa no seu conjunto para a defesa, e não de cada país.

Em declarações aos jornalistas, na Universidade Católica de Portuguesa, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse apoiar "a posição que foi defendida pela presidente da Comissão Europeia [Ursula von der Leyen] e pelo presidente do Conselho Europeu [António Costa]" sobre esta matéria, que qualificou como sensata.

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"É a seguinte: o que se tem é de olhar para o conjunto dos países europeus e saber se, no conjunto, eles sobem, se eles cumprem os 2% e se estão em condições, mais tarde ou agora, de subir acima disso, no conjunto -- em vez de estar a analisar um a um se cumpram ou não os 2% e se, mais tarde, podem subir para 3%", referiu. 

Segundo o chefe de Estado, "essa é a visão" correta, porque "aos Estados Unidos da América o que interessa é que a Europa como um todo entre com 2%, ou mais tarde com 3%, o que importa é olhar para a Europa como um todo -- e não estar a discriminar os bons e os maus dizendo que uns europeus entram mais, outros europeus entram menos".

Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que "colocar a questão dividindo países", numa altura em que "a Europa não arranca economicamente e tem problemas sociais", iria criar, pelo menos dentro de alguns países, "uma insatisfação social crescente e uma radicalização política crescente", o que "não é desejável".

"Se a ideia é ter a Europa unida em termos de objetivos comuns de defesa e de segurança, e unida aos Estados Unidos, o pior que se pode fazer é dividir a Europa dentro dela e dividi-la dos Estados Unidos", defendeu. 

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, ex-primeiro-ministro dos Países Baixos, vai estar em Portugal na segunda-feira e tem previstos encontros com o Presidente da República, com o primeiro-ministro e com os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional, anunciou hoje esta organização.