Regionais 2023 Madeira

ADN defende melhores salários na justiça, saúde e segurança

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A candidatura do partido ADN às eleições regionais de 24 de Setembro quer acabar com a disparidade de tratamento e remuneração entre os altos cargos e os restantes trabalhadores das áreas da justiça, saúde e segurança da função pública.

“Não podemos continuar a ter uma função pública dividida entre trabalhadores mal pagos e os muito bem remunerados, ou onde quem tem funções de responsabilidade acrescida e está directamente exposto ao perigo, como é o caso dos agentes das forças de segurança, dos oficiais de justiça e dos enfermeiros que são reiteradamente desprezados pelos nossos governantes, enquanto os altos cargos superiores, como juízes, oficiais da PSP e Administradores hospitalares são sempre beneficiados, em particular quando falamos de aumentos salariais”, diz João Abreu, candidato n.º 2 da lista do partido ADN às eleições.

“Não aceitamos que uns dos principais responsáveis pela celeridade da Justiça, pela manutenção da Segurança Pública e pela nossa Saúde, nomeadamente os oficiais de justiça, os agentes da PSP ou guardas da GNR e os enfermeiros tenham salários indignos, sem aumentos justos à décadas, enquanto quem tem cargos superiores na Justiça, na Polícia e nos Hospitais, nomeadamente Juízes, oficiais da PSP e Administradores hospitalares, sendo estes últimos, na maior parte das vezes, pessoas sem a formação adequada, mas que estão a organizar e a dirigir médicos, têm aumentos anuais muito acima das percentagens que são atribuídas aos restantes trabalhadores da função pública”, alerta João Abreu.

O partido ADN não pactua com esta forma de governação, em que para uns há tudo e para outros não há nada, e pretende dirimir as diferenças abissais salariais que existem, não apenas nestas classes que salientamos, mas em toda a função pública. Todavia, também é necessário haver mais escrutínio sobre os trabalhadores da função pública, pois não podemos continuar a ter bons trabalhadores e maus trabalhadores com o mesmo tratamento e salários, isto, sem ser possível dispensar quem dá má fama à função pública.

“A Justiça e a Segurança, quer da Região Autónoma da Madeira, quer do país, não podem estar assentes numa política de baixos salários, pois, ninguém fica a ganhar com este tipo de governação, nem quem procura Justiça, exige Segurança ou melhor Saúde, nem o próprio Governo. Temos de mudar mentalidades na função pública e o ADN quer trazer o funcionalismo público para o século XXI, onde não pode haver fossos salariais enormes e os melhores e mais produtivos são compensados pelo seu trabalho”, conclui o candidato.