Regionais 2023 Madeira

“Região de PowerPoint apresentada pelo PSD” não convence o PAN

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O porta-voz do PAN na Madeira teceu, em comunicado de imprensa, alguns comentários ao debate do Estado da Região, que teve lugar no dia de hoje na Assembleia Legislativa da Madeira.

“Antes de mais o PAN gostaria que todos vivêssemos na região de PowerPoint que nos foi apresentada pelo PSD, mas a verdade é que para além dos números nacionais e europeus desmentirem o que nos foi apresentada também e principalmente o aumento da pobreza entre a outrora classe média, que trabalha desmente o governo regional”.

Objetivamente, continua Joaquim Sousa, “a região que não cresce o suficiente nem consegue criar riqueza, o que leva a que na última legislatura tenham aumentado os trabalhadores pobres. O que conjugado, segundo estudos recentes, com a vontade de mais de 30% dos jovens com menos de 25 anos de emigrar, expressa bem que a política para a coesão social de Miguel Albuquerque falhou em toda a linha afirmou”.

Entende ainda o PAN que o governo regional nos últimos quatro anos, devido a “uma governação errática, limitou-se a promover a subsidiodependência e a governar para as eleições, sem saber transformar as carências em oportunidades, sem garantir respostas aos mais jovens, sem investir nem aumentar a produtividade das empresas, nem muito menos apostar no emprego qualificado, apresentado sucessivamente sucessos pífios que na realidade não permitiram que mais madeirenses saíssem da pobreza”.

O PAN considera, no entanto, que a viragem pode ser iniciada a 24 de Setembro, pois apesar de “um Governo Regional que se vangloria e que assume a coesão social como sendo a sua causa maior, também aqui não cumpriu com a sua palavra, temos a oportunidade de eleger, nas Eleições, alguém que tenha outra visão e que saiba preparar o futuro, construindo, no presente, uma região que conte com todos e, particularmente, com as novas gerações”.

O PAN deixou ainda algumas questões que gostaria de ver respondidas, caso estivesse no parlamento.

1 – Porque é que ao fim de 47 anos de autonomia a saúde na região não é rápida nem diligente?

2 – Porque é que ainda não temos medidas efectivas de proteção ambiental e de mitigação às alterações climáticas que não sejam para os microfones dos jornalistas?

3 – Porque é que ao fim de 47 anos de autonomia existe um número tão grande de madeirenses que ganham o salário mínimo e ainda que trabalhem vivem de apoios sociais?

4 – Porque é que não temos políticas de longevidade, numa população em rápido envelhecimento para que o fim da vida das pessoas seja vivido com dignidade?

5 – Para quando políticas de apoio às famílias, que permitam fazer frente ao Inverno demográfico que vivemos?

6 – O que falta para que existam políticas de apoio às pequenas e microempresas que criam riqueza e postos de trabalho que as desobriguem de pagar tantos impostos e enfrentar tantos papeis e papelinhos, que levam os empreendedores a desistir?

7 – Qual a solução que o governo propõe às famílias madeirenses que não ganham 3500€ por mês para quer possam adquirir uma casa digna?

8 - Que solução para a bio-economia e para quando a aposta numa rede de transportes públicos a energias renováveis que cubra toda a região, para que nos possamos livrar dos combustíveis fosseis e do fumo nos túneis?

9 – Para quando incentivos para que as famílias possam ser realmente produtores de energia e caminharmos assim para a autonomia energética sustentável?