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Primeiros défices do sistema previdencial adiados para 2033

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Foto ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os primeiros cenários de saldos negativos preveem-se para 2033, disse hoje a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, assinalando um 'adiamento' de 17 anos face às projeções que existiam em 2015.

Falando no final de um Conselho de Ministros extraordinário, Ana Mendes Godinho, precisou este novo cenário, incorpora já a despesa adicional na sequência do aumento intercalar de 3,57% que os pensionistas vão ter a partir de julho.

O melhor desempenho da economia e a resiliência do emprego, e também o pressuposto de rendibilidade do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (a chamada 'almofada' do sistema previdencial) explicam o adiamento dos primeiros défices e permitiram também a atualização intercalar das pensões.

"Há de facto um aumento do saldo previdencial durante a próxima década e fica, assim, adiado para 2033 o cenário dos primeiros saldos negativos do sistema presidencial", disse a ministra, precisando que "na prática isto significa que mesmo já contando este aumento intercalar", se consegue "ganhar 17 anos para os primeiros saldos negativos face às projeções que existiam em 2015" e um "ganho de três anos" relativamente às projeções de 2022.