DNOTICIAS.PT
Mundo

EUA dizem que Rússia rejeitou proposta "substancial" para libertar dois cidadãos

None

Os Estados Unidos afirmaram hoje que Moscovo rejeitou uma proposta "substancial" que lhe apresentaram para libertar dois cidadãos norte-americanos detidos na Rússia, o repórter do Wall Street Journal Evan Gershkovich e o ex-militar Paul Whelan.

"Apresentámos uma série de propostas, uma das quais substancial nas últimas semanas", mas "foi rejeitada pela Rússia", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, à imprensa.

Segundo Miller, o secretário de Estado, Antony Blinken, e o Presidente, Joe Biden, vão continuar a tentar obter a libertação dos dois homens, considerados pelo Departamento de Estado "detidos de forma injustificada".

"Não há prioridade mais importante para o secretário de Estado; não há prioridade mais importante para o Presidente", afirmou, apelando novamente para a "libertação imediata" dos dois cidadãos norte-americanos.

O porta-voz escusou-se a fornecer mais pormenores sobre a proposta dos Estados Unidos, nomeadamente sobre se ela envolvia uma troca de prisioneiros.

Os Estados Unidos e a Rússia acusam-se mutuamente de deter cidadãos um do outro para fins políticos. Nos últimos anos, foram efetuadas várias trocas de prisioneiros.

Na semana passada, um tribunal de Moscovo prolongou por dois meses, até 30 de janeiro, a prisão preventiva do jornalista norte-americano Evan Gershkovich, detido na Rússia no final de março.

O respeitado repórter de 32 anos é acusado de "espionagem", um crime punível com 20 anos de prisão, mas rejeita a acusação, tal como o fazem Washington, o seu jornal e a sua família.

Quanto ao ex-fuzileiro norte-americano Paul Whelan, detido por espionagem na Rússia, a família indicou que foi "esmurrado na cara" na semana passada por um dos outros detidos na colónia prisional onde se encontra.

Antigo oficial subalterno da unidade de Fuzileiros Navais, Paul Whelan, de 53 anos, está preso desde 2018 e cumpre uma pena de 16 anos de prisão por espionagem na Rússia, num caso que o próprio e o Governo norte-americano consideram fabricado.