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Madeira

Universidade lança nova residência por 6 milhões de euros

O concurso foi lançado ontem para concepção e construção

A construção será modular, mais rápida e mais barata, com necessidade de menos mão-de-obra. 
A construção será modular, mais rápida e mais barata, com necessidade de menos mão-de-obra. , Foto DR

Foi lançado por seis milhões de euros (6.050.000) o concurso para a concepção e construção da nova residência universitária da Universidade da Madeira (UMa) na Quinta de São Roque, nas imediações do Campus da Penteada. Serão construídas neste espaço 200 novas camas que vão praticamente duplicar a capacidade de alojamento da UMa e responder à necessidade dos alunos que estudam no Funchal, incluindo madeirenses. O concurso foi publicado ontem.

A Residência Universitária na Quinta de São Roque avança integrada no Plano Nacional para o Alojamento para o Ensino Superior. Será financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, através da Agência Nacional Erasmus + Educação e Formação, que reservou para este projecto 6,5 milhões de euros. No mesmo programa estão 2, 11 milhões para as obras de recuperação da residência Nossa Senhora das Vitórias (Rua de Santa Maria), e 816.375 euros já investidos no edifício da Rua da Carreira, que garante outras 25 novas camas.

A construção da residência na Quinta de São Roque será feita com recurso a um sistema de construção modular, do tipo Sistema Construtivo em Blocos Autoportantes de Betão Armado (SiMBA) ou equivalente, o que garantirá uma maior celeridade no processo de edificação, bem como poupança em termos de custos. Requer também menos mão-de-obra

No caso da residência na Quinta de São Roque estão previstos 600 dias, cerca de 20 meses, para todo o processo, desde o desenho até à entrega.

As empresas interessadas têm 60 dias para apresentar as propostas, a contar do passado dia 13, data de envio do anúncio para publicação.

A obra será entregue tendo por base três critérios: o preço, a valia técnica e o prazo, que correspondem respectivamente a 30%, 50% e 20% da ponderação. Dentro da valia técnica são consideradas a qualidade das soluções de projecto, a adequabilidade dos métodos e processos construtivos, a qualidade da equipa técnica e a adequabilidade da gestão da qualidade, segurança e ambiente. Na questão do prazo entram como subfactores o prazo global e a credibilidade e sustentabilidade do planeamento da empreitada.