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Marcelo lamenta vítimas portuguesas em Gaza e todas as mortes civis do conflito

Foto Anas-Mohammed / Shutterstock.com
Foto Anas-Mohammed / Shutterstock.com

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte de cinco civis num bombardeamento em Gaza, entre as quais três cidadãos portugueses, e de todas as vítimas do conflito entre Israel e o Hamas.

O chefe de Estado, que se encontra em Bissau, transmitiu a sua "solidariedade com vítimas civis do bombardeamento no sul de Gaza" através de uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Nessa nota lê-se que "o Presidente da República, tal como o Governo, lamenta a morte de cinco civis num bombardeamento hoje no sul de Gaza, entre os quais três de nacionalidade portuguesa, e expressa a sua mais sentida solidariedade às famílias, bem como a todas as vítimas deste conflito".

"O Presidente da República espera que, nos próximos dias, seja possível a saída de Gaza para o Egito de um grupo de cidadãos luso-palestinianos", acrescenta-se, numa curta mensagem, de dois parágrafos, em que Israel não é mencionado.

O Presidente da República encontra-se em Bissau para participar na celebração oficial dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, na quinta-feira, juntamente com o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

Ao fim da noite de quarta-feira, num hotel da capital guineense, o ministro dos Negócios Estrangeiros reagiu à notícia destas mortes em Gaza, que lamentou, em nome do Governo, e defendeu que é preciso parar estes bombardeamentos.

"O Governo português lamenta profundamente a morte de cinco pessoas esta tarde em Gaza, três cidadãos nacionais e dois familiares, fruto de um bombardeamento", declarou João Gomes Cravinho aos jornalistas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros adiantou que morreram "uma adulta e duas crianças" de nacionalidade portuguesa e relatou que transmitiu ao seu colega israelita "desgosto em relação a estas mortes".

"Aquilo que aconteceu esta tarde com a morte de três cidadãos nacionais e dois familiares diretos desses cidadãos é mais uma prova de que este não é o caminho certo. Nós precisamos de parar agora estes bombardeamentos", defendeu.

Para João Gomes Cravinho, "pausa, cessar-fogo, trégua, pouco importa" o que se chame, "desde que o resultado seja a cessação de bombardeamentos que estão a provocar vítimas civis".

O ministro comunicou ter recebido do seu colega israelita a indicação de que hoje "sairão dez cidadãos nacionais e familiares" de Gaza, havendo "três cidadãos menores ainda por sair".

A ofensiva de Israel em Gaza já dura há 40 dias, depois de o grupo islamita Hamas, classificado como terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos da América, ter lançado em 07 de outubro um ataque sem precedentes em território israelita, no qual matou e raptou militares e civis, incluindo crianças.

Segundo o governo israelita, o Hamas fez mais de 1.400 mortos em Israel e levou cerca de 220 reféns, dos quais quatro foram entretanto libertados.

As forças armadas de Israel responderam com bombardeamentos e o corte do abastamento de água, comida, eletricidade e combustível à Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de pessoas.

As autoridades da Faixa de Gaza reportam mais de 11.000 pessoas mortas pelos bombardeamentos israelitas, entre as quais mais de 4.000 crianças.