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Israel volta a conceder mais 2.000 licenças de trabalho para palestinianos de Gaza

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Israel levantou a suspensão sobre a sua decisão de conceder 2.000 licenças de trabalho adicionais a palestinianos da faixa de Gaza, enclave sob bloqueio do Estado judeu há 15 anos, divulgou esta quarta-feira o governo israelita.

O Estado judeu tinha divulgado na quinta-feira que planeava aumentar o número de permissões em 2.000, para atingir um total de 14.000 por dia.

No entanto, o disparo de um 'rocket' desde o território palestiniano contra Israel levou o governo a suspender no sábado esta medida.

Em comunicado, o Cogat, órgão do Ministério da Defesa de Israel que supervisiona as atividades civis nos Territórios Palestinianos, referiu que "foi decidido na quarta-feira à noite aumentar em 2.000 o número de entradas em Israel para palestinos de Gaza, para negócios e trabalho".

"Este anúncio põe fim à suspensão da mesma decisão no fim de semana passado na sequência de um ataque com 'rockets' contra o Estado de Israel", especifica o Cogat, no comunicado de imprensa.

O Exército israelita realizou no sábado ataques contra posições do movimento palestiniano Hamas na faixa de Gaza, em resposta a um ataque com 'rocket' desde este território, que foi intercetado, segundo comunicado das forças israelitas.

A faixa de Gaza permanece sob bloqueio israelita por terra, mar e ar desde a subida ao poder dos islamitas do Hamas em 2007, e que provocou uma situação económica muito precária e motivada em particular por 15 anos de isolamento.

Além do ponto de passagem de Rafah, entre o sul da faixa de Gaza e o Egito, Israel controla todas as entradas e saídas do enclave, tanto de mercadorias quanto de pessoas.

Em Israel, a maioria dos trabalhadores de Gaza está empregada na construção e na agricultura, onde recebem salários muito mais altos do que no enclave palestiniano com 2,3 milhões de pessoas e devastado pela guerra, com uma pobreza próxima dos 60% e desemprego endémico em torno dos 50%.

O governo israelita autorizou de forma progressiva uma maior quota de licenças de trabalho para palestinianos de Gaza e da Cisjordânia ocupada para libertar a pressão sobre a sua frágil economia, estabilizar a situação regional e melhorar a relação com as autoridades palestinianas.

Israel conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra israelo-árabe dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com a Cisjordânia e a faixa de Gaza.

Posteriormente, anexou Jerusalém Oriental, uma decisão nunca reconhecida pela comunidade internacional.

Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado da Palestina a que aspiram.