A Guerra Mundo

Kiev denuncia morte de 5 civis em ataques russos nas últimas 24 horas

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As autoridades ucranianas denunciaram hoje a morte de pelo menos cinco civis nos ataques perpetrados por forças russas contra o país nas últimas 24 horas, nomeadamente nas regiões de Donetsk e Kherson, cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

Nas últimas 24 horas, pelo menos três civis foram mortos e outros cinco ficaram feridos em ataques da artilharia russa na região de Donetsk (leste da Ucrânia), relatou o chefe-adjunto do gabinete da Presidência ucraniana, Kirilo Tymoshenko, através da plataforma Telegram.

Na região de Kherson (sul da Ucrânia), onde também houve bombardeamentos, duas pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas, em ataques que as Forças Armadas da Ucrânia indicaram terem sido executados a partir da costa oriental do Mar de Azov.

Ao longo de segunda-feira, a Rússia bombardeou pelo menos nove regiões do país, incluindo a capital, Kiev, que sofreu um novo ataque feito com recurso a 'drones' (aeronaves não tripuladas) que afetou mais uma vez as infraestruturas energéticas locais.

A Rússia reivindicou, mesmo sem as ter conquistado totalmente, a anexação de quatro regiões do sul e do leste da Ucrânia - as Repúblicas Populares de Donetsk e de Lugansk e as regiões de Kherson e Zaporijia.

Estas têm sido nos últimos meses alvo de ataques de ambos os lados e, hoje mesmo, o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu que se vive nesses territórios uma "situação extremamente difícil", em declarações num vídeo destinado aos funcionários do Serviço Federal de Segurança (FSB, herdeiro do KGB), dos serviços de informações no estrangeiro (SVR) e do serviço de Proteção de Altos Funcionários (FSO).

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia, e que ainda perdura, já causou mais de 14 milhões de deslocados dentro e para fora da Ucrânia, e a ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.