País

Interrogatório aos dois detidos pela morte de criança em Setúbal retomado amanhã

None

O interrogatório judicial aos dois suspeitos hoje detidos pela morte de uma menina de 3 anos em Setúbal foi interrompido e será retomado na sexta-feira de manhã, disse à agência Lusa fonte do tribunal.

Segundo a mesma fonte, o interrogatório à mãe da criança e ao filho da 'ama' da menina foi interrompido cerca das 19:00 e vai ser retomado às 11:30 de sexta-feira, devendo as medidas de coação ser conhecidas durante a tarde.

A Polícia Judiciária anunciou hoje de manhã, em comunicado, a detenção de "duas pessoas suspeitas de estarem relacionadas com a morte de uma criança de 3 anos de idade, ocorrida no passado mês de junho, na cidade de Setúbal, quando se encontrava aos cuidados da sua suposta 'ama'".

Pouco depois, fonte da PJ de Setúbal especificava que os detidos são a mãe da criança e um homem de 28 anos, filho do casal que já tinha sido detido, juntamente com uma filha, em 23 de junho.

"As duas pessoas detidas hoje estão indiciadas pelo crime de homicídio qualificado", disse a fonte da PJ de Setúbal.

A mãe de Jéssica, Inês Tomás, de 37 anos, e o padrasto tinham sido ouvidos pela Polícia Judiciária após a morte da menina, mas ficaram ambos em liberdade.

Os três primeiros detidos deste processo ficaram em junho em prisão preventiva: uma mulher de 52 anos a quem a mãe da criança devia dinheiro, inicialmente identificada como ama, o seu marido, com 58 anos, e a filha, de 27.

Os três foram detidos pela PJ por suspeita de homicídio qualificado, rapto, extorsão e ofensas à integridade física.

A morte da menina ocorreu depois de a mãe ter ido buscá-la a casa da suposta ama.

De acordo com a mãe, a filha esteve cinco dias ao cuidado da mulher e tinha sinais evidentes de maus-tratos, como hematomas, pelo que foi chamada a emergência médica.

A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos.

O coordenador da PJ de Setúbal, João Bugia, referiu na altura que a mãe foi enganada e levada a entregar a filha por conta de uma dívida de 400 euros que tinha para com a suspeita. Nos cinco dias em que permaneceu na casa dos detidos, a criança terá sofrido maus-tratos severos.