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Presidente da Microsoft diz que vai ser preciso uma "nova convenção do clima"

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O presidente da Microsoft afirmou hoje que, no futuro, os governos do mundo vão juntar-se para criar "uma nova convenção do clima", a qual vai exigir que os países ricos gastem dinheiro para remover carbono da atmosfera.

Brad Smith falava no palco principal do Altice Arena, no terceiro dia da Web Summit, sobre a inovar a saída para a crise do carbono ('Innovating our way out of the carbon crisis').

"Sempre teremos emissões de carbono", por mais esforços em reduzir as mesmas, "então, o que temos de fazer" para atingir zero é retirar o carbono do ar recorrendo à tecnologia, prosseguiu.

"Haverá um dia no futuro em que os governos do mundo irão juntar-se" para "criar uma nova convenção do clima", considerou Brad Smith.

Uma convenção do clima "exige que os países ricos gastem dinheiro para remover o carbono da atmosfera de uma forma que irá beneficiar o planeta como um todo", sublinhou.

Isto "será difícil, será a coisa mais difícil que a Humanidade alguma vez fez", considerou o presidente da multinacional norte-americana.

"Temos de olhar para o futuro e reconhecer que temos de fazer mais em menos tempo, algo que nenhuma geração fez antes", alerto, embora tenha reconhecido que tem esperança nessa mudança.

"Mas quando vos vejo e as companhias que estão a criar, quando vejo as tecnologias" que estão a desenvolver, surgem quatro palavras que "devemos lembrar todos os dias quando nos levantamos: Isto pode ser feito. Cabe a nós, cabe a ti que isso aconteça", rematou.

Na quarta-feira, a Web Summit anunciou que a sétima edição do evento em Lisboa (a primeira foi em 2016) atingiu o seu máximo de capacidade com 71.033 participantes de 160 países, com o maior número de sempre de 'startups' e de investidores.

A cimeira tecnológica, que arrancou em 01 de novembro, termina na próxima sexta-feira.