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Construir pontes em vez de muros

O recente acordo de concertação social aprovado pelo Governo da República é a demonstração clara e evidente de que quando o Primeiro – Ministro quer resolve.

Quando António Costa quer é capaz de construir as pontes de entendimento necessárias para resolver um problema, ainda que o possa fazer de forma apressada e pouco ambiciosa como foi o caso.

Se o Primeiro – Ministro quisesse já poderia ter resolvido há muito os dossiers pendentes da República com a Madeira. Até porque agora já não tem desculpas para não o fazer dada a maioria absoluta que possui.

Lamentavelmente, António Costa não o fez preferindo manter os muros erguidos com a Região.

Da minha parte, estou como sempre disponível para estabelecer as pontes necessárias para a resolução dos problemas e para colocar a Madeira em primeiro lugar.

Nos últimos sete anos foi possível identificar, com muito trabalho e com muita persistência, um conjunto de dossiers na Assembleia da República que se encontram pendentes e que são sobejamente conhecidos dos madeirenses e porto-santenses.

Não são dossiers novos ou que tenham surgido agora do nada, como alguns querem fazer crer, mas assuntos há muito abordados, acompanhados e reivindicados.

Falamos da clarificação e da correção da resolução do Conselho de Ministros relativa ao co-financiamento dos cinquenta por centro da República em relação ao novo Hospital da Madeira, do reforço e da majoração do financiamento da nossa Universidade.

Falamos dos investimentos em falta nas esquadras e nos tribunais da Região, da necessidade do reforço de meios, da valorização salarial e da consagração do subsídio de insularidade dos serviços da República na Região, entre outros exemplos.

Falamos de assuntos que há sete anos têm uma marca e um rosto no parlamento nacional de muito trabalho e dedicação.

Faço votos para que a discussão do Orçamento do Estado para 2023 que agora iniciamos, seja encarada pelo Governo da República e pelo partido socialista como uma oportunidade para resolver os pendentes da Madeira.

Espero que exista a abertura, o diálogo e o compromisso necessários a bem e em prol da Região e que venha a ser contemplada no texto final a verba em falta de nove milhões de euros para o novo Hospital da Madeira.

Já é a altura de António Costa começar a construir pontes de entendimento com a Região ao invés de continuar a erguer muros.