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Pelo menos três mortos em ataque a hotel no centro da Somália

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Pelo menos três pessoas morreram hoje num ataque a um hotel no centro da capital da Somália, Mogadíscio, reivindicado pelo grupo islâmico radical Al-Shabab, segundo fontes de segurança somali.

"Até agora estão confirmadas as mortes de três pessoas: dois civis e um agente de segurança, mas o número de mortos pode ser mais elevado", afirmou Mohamed Dahir, responsável da agência nacional de segurança da Somália, citado pela agência France-Presse (AFP), apontando que outros seis civis ficaram feridos.

Durante a tarde de hoje, um carro armadilhado explodiu em frente do hotel Afrik, em Mogadíscio, localizado perto do aeroporto da capital somali, tendo homens armados entrado no edifício e disparado tiros no interior.

De acordo com Dahir, há um perímetro estabelecido à volta do hotel numa operação que se prolonga há mais de cinco horas.

"Acreditamos que há três terroristas barricados numa sala no andar inferior do edifício principal, mas infelizmente ainda há civis presos no interior", acrescentou.

De acordo com a AFP, foi registada uma outra explosão na capital, ao final da tarde, depois de um carro a alta velocidade ter atingido a entrada do hotel.

Num portal pró-Al-Shabab, o grupo, com ligações à Al-Qaida, reivindicou o ataque, publicando uma mensagem de que tinham membros "a participar numa operação em curso dentro do hotel Afrik".

O Al-Shabab, que se opõe ao Governo federal da Somália, pretende a imposição da lei islâmica 'sharia', tendo feito vários ataques na região e no país, incluindo no vizinho Quénia.

Em 14 de outubro de 2017, o grupo explodiu um camião na capital somali e provocou a morte a mais de 500 pessoas.

O grupo extremista reclamou ainda ter planeado um ataque a um complexo de luxo na capital do Quénia, Nairobi, que matou 21 pessoas em janeiro de 2019.

Em março do mesmo ano, pelo menos 32 pessoas morreram durante um ataque com um camião-bomba em Mogadíscio.

Desde 1991 que a Somália vive num estado de guerra e caos, depois do autocrata Mohamed Siad Barre ter sido deposto, deixando o país sem governo e nas mãos de milícias islâmicas e de senhores da guerra.

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