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França considera que Guaidó tem legitimidade para convocar eleições

FOTO Reuters
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A França considera que o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, “tem legitimidade para convocar eleições presidenciais”, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, após o final do ultimato europeu ao presidente Nicolas Maduro.

“Os venezuelanos têm o direito de se exprimir livremente e democraticamente. A França reconhece @jguaido como ‘presidente encarregado’ para implementar um processo eleitoral”, escreveu ainda o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, numa mensagem no Twitter.

Vários países europeus, incluindo Alemanha, França, Espanha e Reino Unido, deram até domingo a Maduro para convocar novas eleições presidenciais, caso contrário, reconheceriam o rival Juan Guaidó como Presidente interino.

Sobre este último ponto [reconhecimento de Guaidó como presidente interino], “vamos consultar os nossos amigos europeus hoje”, disse Le Drian, em declarações emitidas pela rádio France Inter.

Numa entrevista televisiva divulgada no domingo, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou a possibilidade de abandonar o poder ou de convocar novas eleições presidenciais no país, dizendo que não aceita “ultimatos de ninguém”.

Falando ao canal televisivo espanhol La Sexta, Maduro sustentou que “[o Presidente dos Estados Unidos] Donald Trump impôs ao Ocidente uma política equivocada” sobre a Venezuela e declarou: “Não vamos submeter-nos”.

Inquirido pelo jornalista Jordi Évole sobre se em algum momento pensou abandonar o cargo, depois de Juan Guaidó se ter auto proclamado, a 23 de Janeiro, Presidente interino da Venezuela, Maduro respondeu que não tem razões para tal.

“Mas porquê, se o povo me elegeu por seis anos?”, declarou, acrescentando: “Creio que o que é bom para o meu país é que se respeite a Constituição. Eu sou o primeiro a fazê-lo, eu jurei respeitar e fazer respeitar a Constituição e é esse o meu dever”.

A crise política na Venezuela, onde residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes, soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).