Orçamento Regional Madeira

“Dos melhores orçamentos dos últimos anos”

Pedro Calado acredita que há margem para continuar a melhorar nos próximos anos, pelo menos até 2022

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Sem receios que a oposição adjective este Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2019 de eleitoralista - para o ano há três eleições (europeias, regionais e nacionais) - o vice-Presidente do Governo Regional disse que este será “o melhor ou dos melhores orçamentos que a Região apresentou nos últimos anos”.

Na apresentação do documento, hoje entregue no Parlamento regional, Pedro Calado, ladeado pelos seus mais directos colaboradores na sua elaboração, realçou a entrega atempada fruto do trabalho de todos os departamentos do GR, realçando um orçamento difícil de executar, mas que é o reflexo de tudo o que temos vindo a fazer nos últimos anos”, inclusive do que “os sucessivos governos fizeram nos últimos 40 anos”.

Mesmo tendo em conta o período menos positivo do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, o vice-Presidente não deixou de evidenciar a fase de ajustamento e de consolidação, de redução dos seus quadros e serviços, a economia ressentiu-se” e quando o actual Executivo regional tomou posse “sabia que nos dois primeiros anos de 2015 e 2016 ainda estávamos debaixo dessa intervenção, que foram difíceis, mas sucederam-se 2017, onde começamos a fazer recuperação económica da Região e, agora, durante 2018, permitiu-nos fazer a inversão dessa tendência, começamos a crescer, começamos apoiar directamente as famílias e as empresas e hoje, temos um orçamento perfeitamente consolidado, que nos dá orgulho de olhar para trás e sentir que o trabalho que foi bem feito, com a ajuda de todos os madeirenses e portosantenses, de reorganização interna, em que tivemos de fazer a consolidação das nossas contas públicas e no qual sentimos orgulho em ter uma transparência total dos números que apresentamos”, garantiu, lembrando a notação de rating feita por duas entidades externas.

Para mais, apontou Pedro Calado: “É um orçamento muito virado para o social, para apoiar essencialmente a classe média, a que tem menos recursos financeiros, apoiando mais a a grande maioria das pessoas e das empresas (PME’s). Estamos satisfeitos por apresentar um orçamento que dignifica, não só o trabalho que foi efectuado nos últimos anos, mas que nos dá orgulho, consistência e muita segurança naquilo que vamos fazer nos próximos anos. 2019 será apenas um ano, 2020 vamos continuar esta progressão e 2021 e 2022 serão, com certeza, anos de grande crescimento e da continuidade dos bons resultados.”

Refira-se que o ORAM 2019 ascende a 1.928 milhões de euros, apostando no investimento público a crescer 14,7% face aos 5,2% de 2018, apontando a uma evolução do PIB de 2,3% (acima da prevista para o País - +2,2%) e um peso da dívida face ao produto Interno Bruto de 101,9% (em 2015 era de mais de 115%) e bem melhor que a nacional (124,9%). refira-se outro indicador, a dívida global da Região estava ameados deste ano de 2018 nos 5.143 milhões de euros, ou seja menos 22,5% (-1.493 milhões de euros) do que era em finais de 2012 (6.636 milhões de euros).