Praia do Gavinas
Se um funchalense quiser ir a uma praia gratuita com vigilância, tem de percorrer a costa desde a rotunda Harvey Foster (início da Pontinha) até à rotunda Alberto I do Mónaco (junto ao Fortim do Lido), para aceder à Praia do Gavinas/Gorgulho e ao chamado Lido Poente, de acesso gratuito.
Portanto, os donos da cidade têm percorrer 2 km de costa não acessível, para usufruir de 260 metros de zona balnear. Se esta estiver cheia, têm de percorrer mais 1,7 km para chegar à Praia Formosa, também gratuita.
Quer isto dizer que ao longo das últimas 5 décadas foram retirados ao usufruto público cerca de 4 km das melhores e mais soalheiras zonas de praia da baía do Funchal, e, conforme rumores vários, a troco de taxas de concessão ridículas cobradas aos hotéis.
Não é a filosofia de alocação do espaço público pelos nossos governantes que me traz aqui hoje, mas sim o facto de estarem em curso obras de recuperação dos paredões de apoio da Praia do Gavinas, após as tempestades do último Inverno, e como de médico, de engenheiro e de louco, todos temos um pouco, faço esta sugestão:
Prolongar em aproximadamente 15 metros o paredão da Praia do Gavinas para Este, fazendo a ligação com a extremidade do Lido “gratuito”, criando uma zona balnear contínua – os tais míseros 260 metros de “bónus” à população.
Esta solução permitiria o fecho do acesso ao Lido “gratuito” no período nocturno através de uma simples vedação metálica, como acontece na separação entre a Praia de São Tiago e a Barreirinha
Não compreendo porque não se fez esta correcção aquando da última remodelação do Lido, pois que nessa altura se decidiu tornar gratuita a utilização daquela zona do complexo.
Mais acrescento, caso os nossos autarcas não o saibam, que a Praia do Gavinas, seus acessos e a linda ponte de madeira sobre a ribeira que ali desagua, são visitadas, fotografadas e partilhadas nas redes sociais por centenas de turistas diariamente, pelo que merecem ser mais dignamente tratadas.