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ONG ambientais expressam preocupação com o estado do stock ibérico de sardinha

FOTO DR
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Numa comunicação conjunta, a Plataforma de Organizações Não Governamentais sobre a Pesca (PONG-Pesca*) e as ONGA espanholas Ecologistas en Acción, Fundació ENT, a SEO/Birdlife e a Oceana, exigem aos governos de Portugal e Espanha que sigam os pareceres científicos sobre o stock ibérico de sardinha, que recomendam “captura zero para o próximo ano de 2018”.

Os dois Estados Membros estiveram reunidos na passada quinta-feira para decidir qual a quota de sardinha para 2018 a discutir com a Comissão Europeia. Um comunicado oficial do Ministerio de Agricultura y Pesca, Alimentación y Medio Ambiente divulgou que a quota conjunta deverá estabelecer-se entre as 13 500 e as 15 000 toneladas, o que significa que qualquer valor entrará em conflito directo com o aconselhado pelo CIEM.

As ONG estão “solidárias com o sector” e reconhecem que “uma captura zero tem impactos negativos directos para quem da pesca depende”, mas relembram que “perante o mau estado do stock ibérico de sardinha, tal como acontece com outros stocks, é urgente a elaboração de um plano de recuperação que muitas vezes inclui medidas extremas, sob pena de se perpetuar a sobrepesca e indo contra o princípio da sustentabilidade tanto advogada”.

“Não poderá haver exploração sustentável de recursos sem aconselhamento científico e não haverá recuperação de stocks sem ter em conta esse aconselhamento. É fundamental relembrar também que o que se pretende não é uma responsabilização do sector da pesca para o estado do stock ibérico de sardinha, mas sim um redirecionar de esforço de pesca que permita a recuperação deste stock”, sublinha o comunicado das ONG.