Trump diz que sanções à Coreia do Norte começam a dar resultado

02 Jan 2018 / 17:38 H.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou hoje que as sanções impostas à Coreia do Norte começam a dar resultado, destacando a abertura em relação à Coreia do Sul relativamente aos Jogos Olímpicos de inverno.

“As sanções e outras ‘pressões’ estão a começar a ter um grande impacto na Coreia do Norte”, escreveu Donald Trump na rede social Twitter, acrescentando que “agora o ‘rocket-man’ quer conversar com a Coreia do Sul pela primeira vez”, referindo-se ao líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O Presidente norte-americano concluiu ainda: “Talvez seja uma boa notícia, talvez não, vamos ver”.

O Governo sul-coreano propôs hoje a Pyongyang realizar conversações oficiais a 09 de janeiro sobre a cooperação nos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão realizar-se em fevereiro na Coreia do Sul.

O ministro da Unificação sul-coreano, Cho Myoung-gyon, anunciou que o Sul propõe que as duas Coreias se encontrem a 09 de janeiro, na aldeia de Panmunjom, na fronteira entre os dois países, para debater a cooperação durante os Jogos Olímpicos e a forma de melhorar as relações bilaterais.

A proposta sul-coreana surge um dia depois de o líder da Coreia do Norte ter afirmado que Norte e Sul deviam reunir-se para negociar a presença de uma delegação norte-coreana nos Jogos Olímpicos de inverno em PyeongChang (Coreia do Sul), que vão decorrer entre 09 e 25 de fevereiro.

“Esperemos que Sul e Norte se possam sentar, frente a frente, para debater a participação da Coreia do Norte nos jogos de PyeongChang, tal como outras questões de interesse mútuo para melhorar as relações intercoreanas”, declarou o ministro Cho, em conferência de imprensa.

Na mensagem de Ano Novo, Kim Jong-un voltou a ameaçar os Estados Unidos e indicou que o país tinha completado o programa nuclear.

No ano passado, a Coreia do Norte realizou um sexto teste nuclear a lançou três mísseis balísticos intercontinentais, no âmbito do desenvolvimento dos programas nuclear e de armas, levando a ONU a agravar as sanções contra o país.

Outras Notícias