Presidente da Malo Clinic anuncia clínica dentária em Macau com novo parceiro

Macau /
27 Mai 2018 / 15:23 H.

O presidente da Malo Clinic afirmou hoje que vai abrir nova clínica em Macau “em breve”, com um novo parceiro, depois de a licença do Hospital Taivex/Malo, onde a empresa geria a parte dentária, ter sido suspensa.

“Na parte dentária vamos abrir uma nova clínica, que não tem nada a ver com a anterior, com um parceiro novo”, revelou à agência Lusa Paulo Maló, em Pequim.

“O novo espaço, no centro de Macau, irá abrir este mês ou no próximo”, detalhou.

A nova clínica surge seis meses depois de a PHC-Pacific Health Care, dona de 90% da marca Malo em Macau e que detém a licença da clínica TaivexMalo, receber uma ordem de despejo do Venetian Macau, hotel-casino onde se encontravam as instalações que incluíam o consultório dentário Malo.

Em 24 de novembro, os Serviços de Saúde de Macau anunciaram a suspensão da licença da TaivexMalo por seis meses, devido à prática ilegal de procriação médica assistida, tráfico e contrabando de medicamentos de oncologia e falta de condições de higiene e segurança.

Em declarações à Lusa, na sequência daquele anúncio, Paulo Maló afirmou que a ordem de encerramento das instalações da PHC-Pacific Health Care não abrangia directamente a sua empresa, mas afetou na prática o funcionamento, uma vez que partilhavam o mesmo espaço.

O empresário reafirmou hoje que quer recuperar o espaço no Venetian com a PHC, para continuar a fazer turismo médico, que inclui a parte dentária, cirurgia cosmética, dermatologia ou pediatria, mas que desta vez não abdicará da gestão.

“Precisamos do espaço do Venetian, que foi feito para ser o maior centro de turismo médico na Ásia, mas não vamos abrir mão do controlo do ‘management’, até porque temos muito a perder, como foi agora, não só do ponto de vista económico, como de reputação”, afirmou.

Sobre a ação de execução contra a Maló Clinic, por parte do Banco Nacional Ultramarino (BNU), com vista à cobrança de uma dívida no valor de 6,3 milhões de euros, Paulo Maló disse que a sua empresa é apenas avalista no processo.

“Quando nós vendemos [90%] da Malo em Macau aos chineses [da PHC], vendemos por um preço mais a dívida. O que acontece é que no contrato eles são responsáveis pelo pagamento da dívida, e nós somos responsáveis em caso de incumprimento”, disse.

“Quando a licença foi revogada, eles deixaram de pagar ao BNU e nós fomos chamados, porque somos avalistas. Se eles entrarem em incumprimento, nós temos que pagar, mas nesse caso teremos que reaver a percentagem que vendemos”, disse.

Paulo Maló falava à Lusa na sua nova clínica em Pequim, na rua comercial de Wangfujing, perto da praça Tiananmen, a segunda do grupo na capital chinesa e a vigésima em toda a China.

“Estamos a expandir-nos na China a uma média de quase uma clínica por mês”, afirmou.

Formado em medicina dentária pela Universidade de Lisboa, Paulo Malo fundou a primeira clínica em 1995. Mais de vinte anos depois, o seu grupo emprega cerca de 3.000 pessoas em quase trinta países, um terço das quais em Portugal.

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