Ministro diz que a Alemanha “será sempre responsável” pelo “inferno” de Auschwitz

21 Ago 2018 / 00:34 H.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, visitou hoje o antigo campo de concentração de Auschwitz que definiu como “o inferno na terra, uma criação alemã da qual a Alemanha sempre será responsável”.

O chefe da diplomacia alemã visitou Auschwitz antes de uma reunião com o seu homólogo polaco Jacek Czaputowicz, realizada no mosteiro franciscano em Harmeze, sul da Polónia, a cuja congregação pertencia o frade Maximiliano Kolbe, assassinado pelos nazis em Auschwitz.

“Escolhemos este lugar para realizar a nossa reunião como forma de expressar o nosso respeito e prestar homenagem a todas as vítimas polacas dos crimes alemães cometidos durante a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Czaputowicz.

Heiko Maas considerou que o lugar é um “símbolo importante da história difícil” que os dois países compartilham, “mas também uma prova da maturidade das relações entre Polónia e Alemanha”, sublinhando que “os campos de concentração representam os parágrafos mais sombrios da história da Alemanha”.

“Nós assumimos a responsabilidade pelas atrocidades que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial contra polacos e judeus”, mencionou Maas.

O ministro alemão disse que atualmente a Polónia “não é apenas uma vizinha, mas também uma amiga valiosa e uma parceira importante na Europa”, reconhecendo que os dois países ainda precisam de abordar muitas questões “difíceis” se quiserem dar um impulso decidido aos seus relacionamentos.

“Neste sentido, estamos a preparar consultas intergovernamentais que acontecerão neste outono”, avançou.

Entre essas questões “difíceis” estão as reparações pela guerra, lembrou Czaputowicz, que explicou que na Polónia “há um sentimento de tratamento injusto, se se comparar as perdas sofridas durante a Segunda Guerra Mundial e as compensações recebidas”.

Cerca de um milhão de judeus foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em Auschwitz, juntamente com católicos, membros da resistência, homossexuais e ciganos, entre outros alvos.

De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, Heiko Maas assinou o livro de visitas do museu de Auschwitz-Birkenau, onde se referiu dessa forma ao antigo campo nazi na Polónia.

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