Florida já pagou 11 milhões de dólares para encerrar 300 casos de assédio sexual
Os contribuintes do Estado da Florida já pagaram mais de 11 milhões de dólares (9,2 milhões de euros) nos últimos 30 anos para encerrarem mais de 300 casos de assédio sexual ou trabalho em ambiente hostil.
A informação, que remonta a 1987, foi divulgada pela agência AP, que a obteve da agência estadual que segue os pagamentos feitos para encerrar processos apresentados contra agências e universidades estaduais.
As quantias pagas variam entre 5.500 dólares pagos a uma estudante da Universidade Estadual da Florida, por um alegado assédio de um supervisor, e 1,3 milhões de dólares pagos para encerrar uma ação coletiva apresentada por enfermeiras que trabalhavam nas prisões estaduais.
Apenas um dos casos recenseados envolve uma funcionária da legislatura da Florida, datada da década de 1990.
Mas o relatório com a informação não inclui um pagamento secreto de 47 mil dólares feito a uma analista da legislatura, em 1988, para que não apresentasse queixa contra um importante senador estadual. O caso nunca chegou aos tribunais, mas tornou-se público depois de um grande júri ter divulgado pormenores, que resultou em uma reprimenda ao senador.
O Estado da Florida paga milhões de dólares todos os anos para encerrar processos que envolvem queixas tão diversas quanto os trabalhadores com acidentes no trabalho até aos residentes com carros ou propriedade estragados pelos trabalhadores estaduais.
Desde 1987, a Florida já pagou mais de 74 milhões de dólares a cerca de 2.100 funcionários, cujas queixas incluem mais de 300 por assédio sexual.