Só Funchal está acima da média do poder de compra concelhio

Madeira é a segunda pior (à frente dos Açores) entre as 7 regiões do país

10 Nov 2017 / 12:03 H.

Dos 308 municípios portugueses, 33 apresentavam valores acima da média nacional relativamente ao indicador do poder de compra per capita (IpC) em 2015. E o Funchal (115,3) era um desses municípios, e o único na Região acima da média (100).

Ainda acima da média nacional estavam as duas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e alguns municípios coincidentes com capitais de distrito, como refere o Instituto Nacional de Estatística no mais recente ‘Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio’ divulgado esta sexta-feira, 10 de Novembro de 2017. Ponta do Sol era o município com menor poder compra, logo atrás de Câmara de Lobos. Porto Santo, era o segundo município com melhor poder de compra na RAM.

O indicador Percentagem de Poder de Compra (PPC) revela que 23 municípios concentravam 50% do poder de compra nacional e que os 35 municípios que integram as duas áreas metropolitanas do país ultrapassavam este limiar ao concentrarem 51% do poder de compra nacional. Todos os 11 municípios da Região Autónoma da Madeira tinham, em conjunto, apenas 2,154% de PPC, valor abaixo da percentagem da população madeirense no total da população portuguesa (cerca de 2,5%).

Refira-se ainda que esta é a 12ª edição do ‘Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio’, que tem como “objectivo caracterizar os municípios portugueses relativamente ao poder de compra numa acepção ampla de bem-estar material, a partir de um conjunto de variáveis e por recurso a um modelo de análise factorial em componentes principais. A realização deste estudo visa contribuir para a oferta de informação ao nível do município através da disponibilização de indicadores de síntese que traduzem o poder de compra manifestado quotidianamente nestes espaços geográficos. Note-se, porém, que as estimativas produzidas neste âmbito não devem ser apropriadas como qualquer outra variável a que corresponda um quadro conceptual bem delimitado, como o rendimento ou o consumo das famílias”, esclarece o INE.

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