Saúde é usada como arma de arremesso político

A crença é do presidente do Governo que fala ainda de “sectores ressabiados” dentro do Serviço Regional de Saúde

13 Fev 2018 / 18:44 H.

Miguel Albuquerque rejeita as críticas e fala de instrumentalização da saúde para fazer política. “A saúde tem sido usada como arma de arremesso político”, afirmou esta tarde no fim do cortejo Trapalhão, onde as altas problemáticas também foram referidas, assim como outras maleitas. Miguel Albuquerque fez ainda referência a “sectores ressabiados” dentro do Serviço Regional de Saúde (SESARAM) que “passam a vida a dizer mal. Politicamente”. E saiu em defesa da qualidade dos cuidados prestados na Madeira, afirmando que não se deve julgar o todo, pela parte.

“Eu acho que a saúde na Madeira, o Serviço Regional de Saúde, na generalidade presta um excelente serviço aos nossos utentes. Evidentemente não podemos confundir algumas falhas pontuais com a generalidade do serviço que é prestado. E as pessoas que utilizam o Serviço Regional de Saúde sabem disso”, afirmou, agastado com as críticas que considera injustas.

O presidente fala da humanidade com que os doentes são tratados nos serviços e da qualidade reconhecida também fora. “Temos excelentes serviços, muitos deles já qualificados, com grande capacidade de resposta. E alguns sectores, como os cuidados paliativos, por exemplo, não tenho dúvida de que é o melhor do país. Em emergência médica somos os melhores do país, por isso é que damos formação em todo o lado”. Miguel Albuquerque recorda que muitas vezes as críticas são injustas põem em causa o brio, o profissionalismo e a competência dos profissionais da saúde, embora reconheça que há falhas. “Nós aqui temos, e tenho de reconhecer, algumas falhas, um serviço destes tem sempre falhas pontuais, agora também não podemos estar constantemente a criticar um serviço porque convém, para causar problemas no Governo e ser utilizado como arma de arremesso político. Mas nessa eu não embarco”, garantiu.

Em termos de boas notícias, o chefe do Executivo madeirense destacou a cobertura na Região dos médicos de família. “É importante também termos a noção de que nós caminhamos para uma solução muito boa na saúde, que é a circunstância de termos uma cobertura dos médicos de família para a generalidade da população. Já vamos com uma cobertura na Madeira de 70%”, revelou.

Sobre se há outras medidas para breve que possam ‘calar’ quem diz mal, Miguel Albuquerque diz que não é possível. “Quando a saúde é utilizada como arma de arremesso político, você não pode calar. Basta faltar uma aspirina... Ainda no outro dia vieram umas críticas por causa de uns frascos para urina, quando havia dezenas ou centenas de frascos. Isto não pode ser feito desta maneira. E inclusivamente há sectores ressabiados dentro do Serviço Regional de Saúde que passam a vida a dizer mal. Politicamente”, acusou.

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