Sátiras ao padre Giselo, ao ferry e ao regresso dos lusodescendentes premiados

Trapalhão saiu em grande, tocando muitos temas e tocando a todos. Veja as fotos

13 Fev 2018 / 19:24 H.

O Trapalhão saiu à rua em força e com o Padre Giselo a destacar-se no cortejo popular, onde não faltaram as habituais críticas políticas e sociais. A saúde, o ferry e o aeroporto também estiveram em destaque no cortejo que arrastou esta tarde milhares de pessoas às avenidas Sá Carneiro e do Mar e das Comunidades Madeirenses. No conjunto destaque ainda para o regresso dos lusodescendentes da Venezuela, com atendimento prioritário, e para a política internacional, com Donald Trump, Maduro e Kim Jong-Un na lista dos mais perigosos. No final, a nota foi positiva, por parte das entidades organizadoras e do público em geral.

A ‘Ignoração do Ferry’ levou a melhor na classe de adultos ao vencer o prémio para grupo. No par destacou-se ‘A Carroça Volta à Cidade’ e nos prémios individuais um folião vestido de mocho.

Nas crianças, o prémio de grupo foi para os ‘Smurfs’, azuis e divertidos, e o individual para o ‘Padre Maroto’, numa referência ao Padre Giselo.

Nos prémios da Classe Melhor Trapalhão o Melhor Tema foi ‘A Chegada dos Miras’, com referências ao atendimento prioritário na Segurança Social, Instituto de Emprego e Habitação. A Melhor animação foi ‘A Tribo’. O prémio para a melhor animação solidária foi entregue à ‘Causa Social’. O prémio de melhor animação de escola ficou sem vencedor. O Rei Trapalhão foi um folião vestido de Vicking e o Melhor Travesti entregue à Sra. Ferrero. O Júri foi composto por cinco elementos, dois da Direcção Regional de Turismo, dois de dois grupos carnanavalescos e um de uma empresa de animação.

“Adorei, achei muito mais divertido do que no ano passado”, confessou o presidente do Governo Regional no fim. “Eu acho que teve mais gente, apesar do Carnaval se realizar em muitos concelhos no mesmo dia, não é mau. A crítica também foi engraçada, gostei particularmente da ‘Ignoração do Ferry’ e do presidente Marcelo estar em todo o lado. Foram dois quadros engraçados, para além do resto”.

Paula Cabaço também gostou. “Foi um belo desfile, tocou em várias temáticas, fez a sua sátira, que é esse no fundo o objectivo deste cortejo. É uma manifestação popular, e por isso mesmo tem uma grande autenticidade. Eu gostei, foi muito positivo”.

Paula Bagaço passou-lhe em frente, no grupo da ‘Ignoração do Ferry’ que não poupou a Secretária Regional do Turismo e Cultura. “Eu reajo bem à crítica, a crítica é fundamental”, disse, que é construtiva, “melhor ainda”.

Quem também não poupou boas críticas, foi o público, que estava satisfeito. “Está giro, está engraçado”, disse um dos espectadores. “Talvez o barco o Armas”, opinou António Gross, quando convidado a eleger o que mais gostou. Diz que faz sentido a crítica: “O barco, claro que era importante para a gente, muito importante. Pode ser que desta venha”, arriscou.

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