Porto Santo é o único concelho da Região que não atribui manuais escolares ao 1.º ciclo

Mais Porto Santo lamenta ‘silêncio’ da autarquia

12 Set 2018 / 10:36 H.

O Mais Porto Santo lamentou hoje, a menos de uma semana do início do ano lectivo, para o facto da Câmara Municipal do Porto Santo ser a única da Madeira que não apoia as famílias na aquisição de manuais e material escolar aos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico.

“O município do Porto Santo, no desenvolvimento obrigatório de uma política de acção social escolar exemplar, tem de ter como prioridade o apoio às famílias através de um plano estratégico para a Educação e, forçosamente, atribuir a todos os alunos do 1.º ciclo da rede pública do Ensino Básico do concelho os manuais escolares e as fichas adoptadas em cada ano lectivo”, defende José António Castro, líder do movimento de cidadãos independentes, explicando que o investimento para levar a efeito um projecto desta natureza é simbólico.

“No Porto Santo temos apenas cerca de 200 alunos no 1.º ciclo do Ensino Básico, pelo que se os apoiássemos, por exemplo, com verbas em todo idênticas com aquelas que são praticadas pela Câmara Municipal do Funchal, na ordem dos 60 euros, o investimento seria de apenas 12 mil euros, ainda que defendamos que a Câmara Municipal do Porto Santo deveria atribuir todos manuais e todo material escolar a quem frequenta os primeiros quatro anos de ensino. Mas não é este, infelizmente, o entendimento do executivo camarário”, lamenta o vereador do Mais Porto Santo, acertando que já interpelou o presidente da Câmara sobre esta matéria em duas ocasiões mas sem resposta.

José António Castro lembra ainda que a doação de livros não resolve o problema do Ensino Básico, ao contrário do que quer transmitir o presidente da edilidade.

“Como todos sabem, as crianças que frequentam o Ensino Básico, do 1.º ao 4.º ano, escrevem nos manuais escolares, pelo que não faz sentido o presidente da Câmara andar a prometer uma espécie de ‘Banco de Livros’, com o objectivo de ajudar famílias com necessidades e sem possibilidade de adquirir os manuais escolares para os seus filhos, recorrendo a este tipo de expediente”, salienta.

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