O futuro constrói-se e os portos têm de estar preparados para a indústria de cruzeiros

No segundo painel da XII Conferência Anual de Turismo aborda-se as acessibilidades e as infraestruturas

12 Out 2018 / 13:01 H.

Num painel onde se pretendeu abordar a questão do ponto de vista da rentabilidade por parte de gestores de infraestruturas e transportadores, debate moderado pelo ex-presidente da Ordem doa Economistas na Madeira, André Barreto, as opiniões de fora são o destaque.

Ricardo Ferreira, responsável do Terminal de Cruzeiros de Lisboa frisou que a indústria de cruzeiros, que tem crescido muito nos últimos anos, mais tida como explorando o mercado da terceira idade, agora tem surgido junto dos consumidores mais jovens, os millenials. Daí que a entrada de quase 100 navios nos próximos sete anos, cada qual com capacidade para media de quatro mil passageiros, é preciso adaptar os portos a esta procura.

O numero de passageiros deverá duplicar até 2027, pelo que os portos deverão estar preparadas para receber mais estes turistas, mesmo não sabendo como irá reagir o mercado. Se é certo que tal acontecerá, não se sabe como será o impacto, pelo que as parcerias em cadeias de valor com capacidade de resposta deverá ser crucial. A indústria de cruzeiros está a colocar navios cada vez maiores e os portos que os receberão devem ter em atenção esse novo paradigma.

Apostar na segurança e protecção, no conforto e no serviço ao cliente, as preocupações ambientais, na responsabilidade social e pública, reforçar a capacidade aérea e na rede de transportes e inclusive o envolvimento do próprio destino turístico, são as áreas a intervir urgentemente.

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