JPP quer ser “alternativa” aos partidos tradicionais

29 Jul 2018 / 15:44 H.

“Face ao notório falhanço dos partidos tradicionais na resolução dos reais problemas da população, o JPP quer reforçar, já em 2019, o seu papel de alternativa no âmbito das políticas que têm sido levadas a cabo pelos partidos que têm exercido o poder”.

Esta foi a linha comum nos discursos proferidos no decorrer da tomada de posse da Concelhia do JPP em Santa Cruz, liderada por Élia Ascensão.

A presidente da concelhia do JPP garantiu que aquele “não será um organismo virado para dentro de si próprio, nem curvado a lógicas partidárias autistas e fechadas, mas sim mais um espaço de participação social de todos os que querem fazer ouvir a sua voz, sejam ou não militantes”. Para cumprir estes objectivos, Élia Ascensão salientou que basta ao JPP “manter-se fiel aos seus princípios de movimento de cidadãos”, não cedendo à tentação de ser mais um num xadrez político regional cansado, desgastado e que cada vez menos responde àqueles que são os anseios da população”.

Referiu que o partido não é “um órgão à parte, vergado a lógicas partidárias, mas sim mais um braço de uma política marcadamente social, transparente e aberta à comunidade”.

Élvio Sousa, secretário-geral do JPP, disse também acreditar num crescimento gradual do partido, sustentado no trabalho que tem sido realizado nas autarquias e na Assembleia Legislativa da Madeira. Com 2019 no horizonte, anunciou a realização de um congresso em Maio ou Junho do próximo ano e a formalização de uma Juventude do JPP.

Filipe Sousa, presidente do partido, lembrou que o JPP tem sido, pela sua filosofia, “acção e exemplo, um marco relevante numa nova forma de fazer política, que urge não deixar sucumbir às mãos de uma lógica política bipolarizada e que tendencionalmente deixa o poder nas mãos de apenas dois partidos”. Partidos cujo o percurso no arco do poder “não se tem revelado eficaz na garantia de uma governação capaz de servir o país e o povo de forma a garantir índices de justiça social e de desenvolvimento que permitam olhar o futuro com confiança e sem medo de novas crises e suas consequências nefastas e que penalizam sempre os mesmos.”

Embora considerando a alternância política sempre desejável e um dos pilares da democracia, defende que esta alternância não tem necessariamente de ser uma alternância de maiorias, “nem uma alternância num quadro dos partidos que tradicionalmente trocam de poder entre si, como num jogo para dois.” Jogo onde por vezes “se admite o recurso a suplentes, estando estes perfeitamente identificados e cuja contribuição apresenta mais do mesmo e não um contributo no sentido de uma política diferente e diferenciadora nos seus objetivos e nas suas práticas.”

A este propósito disse não ter dúvidas de que tem sido o JPP a “praticar uma política diferente”, reclamando para o partido que lidera “os verdadeiros valores de esquerda”, que têm sido praticados nas autarquias onde o JPP é poder e no âmbito do Grupo Parlamentar do JPP na ALM. “Somos nós que temos defendido os verdadeiros problemas da população, permanentemente esquecidos pelos partidos à direita e à esquerda.”

Filipe Sousa disse que à direita existe uma maioria que governa a Madeira há 40 anos, mas que continua a manter os madeirenses isolados e reféns de uma política de mobilidade e continuidade territorial ineficaz. Uma maioria que não garante a saúde e que deixa morrer pessoas à espera de uma consulta e de uma cirurgia. Uma maioria que deixa os madeirenses pagar uma operação portuária que é a mais cara da Europa.

Paradoxalmente, disse, do outro lado está uma esquerda refém dos interesses instalados, praticante da especulação imobiliária e refém dos tachos que negoceia com os partidos que chegam ao poder.

Por tudo isto, Filipe Sousa diz não ter dúvidas de que o JPP será uma peça essencial em 2019, lembrando, a propósito, medidas que teve a coragem de implementar como foi o caso da taxa turística, que todos criticaram, e agora até o Governo Regional quer imitar.

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