Governo da Madeira prevê gastar 63 milhões de euros em escarpas instáveis

Além da encosta marginal da Calheta, o executivo prevê intervir em nove zonas. Saiba quais

02 Fev 2018 / 16:36 H.

O Governo Regional vai intervir em toda a escarpa sobranceira à marginal da Calheta. A primeira fase começa em Março, seguindo-se outras até que toda a escarpa esteja consolidada.

A garantia foi dada ao DIÁRIO pelo secretário regional Amílcar Gonçalves, na sequência das declarações do presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, que lamentou que o talude onde ocorreu a queda de pedras não fosse intervencionada no imediato.

Conforme referido, a empreitada da marginal da Calheta está em fase de adjudicação, para ser enviada para o Tribunal de Contas. Está previsto o seu começo, no terreno, durante o mês de Março.

Quanto ao troço onde caiu a pedra de grandes dimensões, na manhã de quarta-feira, o mesmo faz parte do estudo prévio já realizado pela Secretaria Regional dos Equipamentos e Infra-estruturas (SREI), que vem monitorizando aquela como outras zonas da Região, sobretudo nos taludes onde haja maior risco de derrocadas.

De acordo com o secretario Amílcar Gonçalves, a SREI vai lançar procedimento de urgência imperiosa, por forma a agilizar os projectos. Mas, também está a estudar a hipótese de uma intervenção imediata e sob administração directa.

Para além da escarpa da Calheta, o Governo tem projectadas mais nove intervenções, nas estradas regionais 103, 107 e 104 e 110, em taludes sobranceiros aos traçados viários, tendo em vista diminuir o risco de derrocadas.

Embora não haja ainda orçamento definitivo para todos os projectos, as estimativas do Governo apontam para gastos na ordem dos 63 milhões de euros, revelou o secretário. Tudo para garantir a segurança de pessoas e bens dos madeirenses.

Depois, há ainda mais duas intervenções, no domínio das concessionárias: uma na via expresso entre São Vicente e o Porto Moniz (à saída do túnel João Delgado) e outra na ligação entre o Estreito da Calheta e o Jardim do Mar.

Neste último caso, o projecto incluirá a construção de zona de protecção nas áreas onde o risco é maior.

Lista de intervenções a concretizar:

- No âmbito da “Prevenção e Mitigação do Risco de Derrocadas em Taludes Sobranceiros às Estradas Regionais 103, 104, 107 e 110. Projecto de Execução”:

1 – Talude do Cabouco na ER 103, com extensão e altura aproximadas de 180m e 200m, respectivamente;

2 – Talude da Cruzinha na ER 103, com extensão e altura aproximadas de 350m e 50m, respectivamente;

3 – Talude da Degolada na ER 103, com extensão e altura aproximadas de 300m e 180m, respectivamente;

4 – Talude do Cumeal na ER 107 no Curral das Freiras, com extensão e altura aproximadas de 150m e 80m, respectivamente;

5 – Talude da Meia Légua ER 104, com extensão e altura aproximadas de 300m e 150m, respectivamente;

6 – Talude do Lombo das Faias na ER 110 no Caminho da Ladeira, com extensão e altura aproximadas de 60m e 15m, respectivamente;

7 – Talude do Serrado na ER 110, com extensão e altura aproximadas de 100m e 70m, respectivamente;

8 – Talude do Sítio das Casas Próximas, junto ao miradouro, na ER 110 em Porto da Cruz, com extensão e altura aproximadas de 85m e 40m, respectivamente;

9 – Talude da Longueira na ER 110, com extensão e altura aproximadas de 150m e 150m, respectivamente;

- No âmbito das “Estruturas Porticadas de Protecção à ER 101 – Seixal. Projecto de Execução”: Prolongamento do Túnel João Delgado, criando desta forma uma estrutura de protecção contra a queda de pedras na VE-2;

- No âmbito da “Prevenção e Mitigação do Risco de Derrocadas nas Escarpas Sobranceiras à ER 223 – Troço Estreito da Calheta e o Jardim do Mar. Projecto de Execução”. Esta intervenção está dividida em 3 fases consoante as alturas das escarpas e condições geológicas locais: Contempla a estabilização das encostas sobranceiras à ER 223 – Zonas mais baixas e de acesso mais fácil e a construção de uma estrutura de protecção à via.