Docentes contratados vivem “com o coração nas mãos” na Madeira

16 Ago 2018 / 17:55 H.

Um grupo de professores contratados esteve reunido, hoje, na sede do Sindicato de Professores da Madeira, tendo abordado as questões relativas com ao seu futuro profissional. Admitem viver “com o coração nas mãos”, sem saber o que lhes reserva o novo ano lectivo, uma vez que só a 14 de Setembro acontece a publicação da lista de colocação relativa à contratação inicial.

“Chegou ao fim mais um ano lectivo e, enquanto se vislumbra um novo ano de trabalho, seria expectável e desejável que todos os docentes pudessem aproveitar estes dias de “descanso” para retemperar forças. No entanto, para os docentes contratados a situação é exactamente a oposta. É nesta altura que a angústia provocada pela precariedade da sua situação laboral mais se faz sentir”, referem através de um manifesto que foi enviado à comunicação social.

“Na verdade, estes docentes, que apenas podem ser opositores ao concurso de contratação inicial, deparam-se, neste momento, com a difícil situação de verem terminado mais um ano lectivo sem saberem se poderão, no próximo ano, continuar a exercer a profissão que escolheram”, continua a nota, acrescentado que estes docentes são tratados como “descartáveis”, “como um peso económico de que as finanças se tentam livrar”.

“O próximo ano trará instabilidade também para os professores do quadro, com medidas penalizadoras, nomeadamente a reserva de recrutamento, a substituição das anteriores zonas pedagógicas pelas zonas pedagógica 1 e 2, a possibilidade de se completar horário em mais de uma escola, a promoção das mudanças de grupo sem concurso, as fusões e as extinções de escolas, entre outras. Todas estas medidas irão favorecer ainda mais o desemprego dos docentes contratados”, afirmam os docentes.

“Este ano, a publicação da lista de colocação relativa à contratação inicial está prevista para 14 de Setembro. Mais uma vez, os docentes contratados terão de viver sem o vencimento de Setembro e com “o coração nas mãos” à espera de uma colocação que poderá não chegar”, consideram.

O manifesto termina com os professores a requererem “que a Secretaria Regional de Educação reflicta e implemente as medidas necessárias à correcção desta grave situação”.

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